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Governo estima rombo de R$ 861 bilhões nas contas públicas em 2020

BERNARDO CARAM
·2 minutos de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério da Economia estima que as contas federais vão encerrar 2020 com um rombo de R$ 861 bilhões, o pior resultado da série histórica. A informação foi apresentada nesta terça-feira (22) no relatório bimestral que avalia a arrecadação e os gastos do governo. Após atrito público entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a equipe econômica na última semana, o documento foi apresentado sem a realização da tradicional entrevista à imprensa para comentar os dados. O último relatório, divulgado em julho, estimava que o déficit fiscal do governo central fecharia o ano em R$ 787 bilhões. No início deste mês, no entanto, o governo já havia informado que o rombo seria maior, de R$ 866 bilhões. Agora, essa projeção foi revisada para R$ 861 bilhões. Por conta da pandemia do novo coronavírus, o governo ampliou gastos e perdeu receitas. Com a decretação de calamidade pública e a aprovação do chamado Orçamento de guerra, porém, não há obrigação de cumprimento de regras fiscais, como a meta de resultado primário. Entre a avaliação de julho e a desta terça, o governo ampliou em R$ 84 bilhões os gastos relacionados com a pandemia. O maior deles, de R$ 67,6 bilhões, se destina ao pagamento das parcelas adicionais do auxílio emergencial até o fim do ano. Há ainda R$ 12 bilhões para ampliar o programa de crédito a micro e pequenas empresas. Outros R$ 4,5 bilhões foram direcionados ações relacionadas à compra e produção da possível vacina contra o coronavírus. Na última semana, o secretário de Fazenda da pasta foi repreendido por Bolsonaro. Ele havia afirmado em entrevista que o plano do governo para custear o Renda Brasil prevê o congelamento de aposentadorias. Após repercussão negativa, Bolsonaro determinou a suspensão da formulação do Renda Brasil e pediu que a equipe econômica evite conceder entrevistas. Em reunião com secretários, o ministro Paulo Guedes (Economia) repassou o recado e determinou que sua equipe fale o mínimo possível. O objetivo é evitar vazamentos de propostas em formulação. Desde então, Waldery Rodrigues saiu dos holofotes. Ele não participou de coletiva de imprensa na última semana para apresentar estimativas da pasta para a economia. A entrevista sobre o relatório bimestral, usualmente comandada por Waldery, não ocorreu. O ministério de limitou a apresentar uma nota sobre os números. O secretário, no entanto, segue normalmente com sua agenda de compromissos internos no governo.