Mercado fechado
  • BOVESPA

    128.057,22
    -1.202,27 (-0,93%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.202,80
    -376,30 (-0,74%)
     
  • PETROLEO CRU

    70,94
    -0,10 (-0,14%)
     
  • OURO

    1.776,90
    +2,10 (+0,12%)
     
  • BTC-USD

    37.677,25
    -909,83 (-2,36%)
     
  • CMC Crypto 200

    938,66
    -31,22 (-3,22%)
     
  • S&P500

    4.221,86
    -1,84 (-0,04%)
     
  • DOW JONES

    33.823,45
    -210,22 (-0,62%)
     
  • FTSE

    7.153,43
    -31,52 (-0,44%)
     
  • HANG SENG

    28.558,59
    +121,75 (+0,43%)
     
  • NIKKEI

    29.018,33
    -272,68 (-0,93%)
     
  • NASDAQ

    14.194,25
    +28,75 (+0,20%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,9871
    -0,0749 (-1,24%)
     

Governo escala relações públicas ambiental contra fuga de investidores

·4 minuto de leitura
*ARQUIVO* XAPURI, AC, 27.11.2019 - Queimada em área desmatada no seringal Albracia dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes em Xapuri, no Acre. (Foto: Lalo de Almeida/Folhapress)
*ARQUIVO* XAPURI, AC, 27.11.2019 - Queimada em área desmatada no seringal Albracia dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes em Xapuri, no Acre. (Foto: Lalo de Almeida/Folhapress)

Na tentativa de diminuir o desgaste na imagem do Brasil, Jair Bolsonaro escalou empresas de relações públicas no exterior para fazer uma ofensiva de comunicação sobre veículos estrangeiros.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Siga o Yahoo Finanças no Google News

A ideia é tentar evitar uma fuga de investidores estrangeiros diante do crescimento das queimadas.

Leia também

Em junho, primeiro mês do período de seca, houve aumento de 18,5% no número de focos de incêndio em relação ao mesmo período de 2019.

O movimento tem sido coordenado pela Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e visa tentar minimizar os dados causados à reputação do país diante do aumento do desmatamento na amazônia.

A estratégia do Palácio do Planalto será municiar com peças de publicidade empresas de relações públicas nos Estados Unidos, na Europa e Ásia, com as quais a Apex mantém contratos. A ideia é que, a partir de agora, os escritórios internacionais priorizem a área ambiental.

Segundo relatos feitos à reportagem, o presidente irá encomendar à EBC (Empresa Brasil de Comunicação), conglomerado estatal de comunicação, campanhas publicitárias sobre o esforço do governo federal para reduzir as queimadas na Amazônia.

Os conteúdos produzidos serão distribuídos às empresas de relações públicas, que tentarão replicá-los em veículos de comunicação estrangeiros, sobretudo da União Europeia, onde o governo brasileiro identificou maior abalo da imagem do Brasil.

A avaliação no governo é a de que a percepção no exterior é que a atual gestão não está comprometida com a preservação ambiental, o que hoje seria um entrave para a atração de investimentos e para a promoção de exportações.

As empresas de relações públicas deverão divulgar medidas de proteção ambiental, fazer contatos com a imprensa estrangeira e difundir press-kits e comunicados a veículos de comunicação.

Embora o presidente da Apex, Sergio Segovia, já tenha colocado a estrutura de relações públicas à disposição, o lançamento da estratégia ainda depende da articulação com o Ministério das Comunicações, responsável pela EBC.

Além de uma ofensiva sobre a imprensa estrangeira, o Planalto também pretende explorar a temática ambiental em feiras e eventos internacionais nos quais o Brasil deverá ter participação.

Um deles é a exposição universal de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Inicialmente, o evento estava previsto para este ano, mas foi adiado para 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus.

O Brasil deve contar no evento com um pavilhão. A ideia é que o espaço seja usado para divulgar iniciativas de proteção ambiental e de produção agrícola sustentável, em uma abordagem direcionada a investidores.

Em paralelo, o Ministério do Meio Ambiente prepara um decreto que proíbe por 120 dias a realização de queimadas na floresta amazônica.

A medida, que foi adotada por 60 dias em 2019, visa tentar reduzir o desmatamento na região amazônica durante o período da seca.

A proibição foi discutida em reunião, promovida na terça-feira (7), no Palácio do Planalto, com a participação dos Ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura e das Relações Exteriores.

A iniciativa foi revelada pelo jornal Valor Econômico e confirmada nesta quarta-feira (8) pela Folha de S. Paulo.

Segundo assessores presidenciais, ela ainda está em fase de avaliação e deve ser publicada até o fim do mês.

O decreto é uma das respostas do governo brasileiro às críticas de investidores estrangeiros em relação à atual política ambiental brasileira.

Em carta aberta, empresários que detêm US$ 3,7 trilhões em ativos administrados ao redor do mundo criticaram a posição do país em relação à floresta amazônica.

O documento gerou preocupação no presidente, que solicitou à equipe ministerial uma reação imediata ao documento.

O Planalto também identificou reação negativa no exterior à informação de que a Amazônia tem 23% da floresta em terras públicas registradas ilegalmente como propriedades privadas.

Como reação, Bolsonaro prepara um pacote de medidas para tentar acalmar investidores estrangeiros. Ele está sob o comando do vice-presidente, Hamilton Mourão, coordenador do Conselho da Amazônia.

Siga o Yahoo Finanças no Instagram, Facebook, Twitter e YouTube e aproveite para se logar e deixar aqui abaixo o seu comentário.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos