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Governo eleva em R$43 bi projeção de receitas no ano e confirma espaço para desbloquear Orçamento

·2 minuto de leitura
Cédulas de 20 reais

(Corrige último parágrafo para esclarecer que a expectativa para o PIB no ano que vem é de 5,3%, não 5,9%)

BRASÍLIA (Reuters) - O governo elevou sua projeção de receitas primárias líquidas para 2021 em 43,1 bilhões de reais, para 1,476 trilhão de reais, e confirmou ver espaço para liberar o total de 4,5 bilhões de reais do Orçamento do ano que ainda seguia contingenciado após bloqueio promovido pelo presidente Jair Bolsonaro na sanção da lei orçamentária.

O Relatório de Receitas e Despesas do terceiro bimestre do Ministério da Economia, divulgado nesta quinta-feira, apontou também a possibilidade de as despesas discricionárias do Executivo serem ampliadas em 2,8 bilhões de reais.

A estimativa oficial para o déficit primário do governo central em 2021 foi reduzida para 155,4 bilhões de reais, o equivalente a 1,8% do PIB, mostrou o documento. O relatório anterior, de maio, previa um déficit primário de 187,7 bilhões de reais (2,2% do PIB).

A reestimativa foi resultado principalmente da melhora da projeção para as receitas, após a arrecadação federal ter atingido um valor recorde no primeiro semestre. [nL1N2OX1QT]

Já as despesas primárias foram elevadas em 10,8 bilhões de reais sobre a estimativa divulgada em maio, para 1,632 trilhão de reais.

O montante de créditos extraordinários foi elevado em 25,4 bilhões de reais sobre maio, para 124,9 bilhões de reais, refletindo principalmente o impacto da prorrogação do auxílio emergencial.

A nova programação de receitas e despesas do governo leva em conta uma projeção de alta do PIB de 5,3% e de uma inflação de 5,9% para este ano, dado atualizado pela Secretaria de Política Econômica na semana passada, frente a um crescimento de 3,5% e inflação de 5,05% considerados antes.

(Por Isabel Versiani)

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