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Governo dos EUA pede novo adiamento da 5G para estudar interferência com aviões

·2 min de leitura
Avião se aproxima do aeroporto internacional Sir Seewoosagur Ramgoolam, nas ilhas Maurício, em 1º de outubro de 2021 (AFP/Laura MOROSOLI)

As autoridades americanas pediram às operadoras de telecomunicações AT&T e Verizon que adiem em até duas semanas o lançamento de suas redes 5G, que já tinha sido remarcado, em meio a incertezas sobre a possível interferência em vitais equipamentos de voo.

A implantação da tecnologia de banda larga móvel de alta velocidade, inicialmente programada para 5 de dezembro, já tinha sido adiada e devia ser realizada em 5 de janeiro. Mas os fabricantes de aviões europeu Airbus e americano Boeing expressaram recentemente "preocupação" com a possível interferência da 5G em radioaltímetros, dispositivos que os aviões usam para medir a altitude.

O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Pete Buttigieg, e o chefe da Administração Federal de Aviação, Steve Dickson, fizeram sua solicitação em uma carta enviada na sexta-feira a AT&T e Verizon, duas das maiores operadoras de telecomunicações do país.

A carta oficial pediu às empresas que "continuem fazendo uma pausa na introdução do serviço comercial de banda C", nível de frequência usado para a 5G, "por um período adicional curto de não mais de duas semanas após a data de implementação, prevista atualmente para 5 de janeiro".

Os funcionários americanos também asseguraram às empresas que o serviço 5G poderá começar a funcionar "segundo o planejado, em janeiro, com certas exceções ao redor de aeroportos prioritários" e que querem "encontrar uma solução que garanta que a banda C 5G e a aviação coexistam" de forma segura nos Estados Unidos.

"Recebemos a carta do governo após as 18h da véspera do ano novo. A estamos examinando", respondeu em e-mail à AFP Rich Young, porta-voz da Verizon.

A AT&T também informou ter recebido a carta e que estava examinando-a.

Em fevereiro passado, Verizon e AT&T receberam autorização para começar a usar faixas de frequência de 3,7 a 3,8 GHz em 5 de dezembro, depois de obter licenças no valor de dezenas de bilhões de dólares. Mas após a divulgação da preocupação da Airbus e da Boeing pela possível interferência, a data de lançamento foi adiada para janeiro.

A FAA pediu mais informações sobre os equipamentos e emitiu diretrizes limitando o uso de altímetros em certas situações, o que gerou temores nas companhias aéreas sobre os possíveis custos.

Quando Verizon e AT&T escreveram às autoridades federais em novembro para confirmar sua intenção de começar a implementar a 5G em janeiro, disseram que tomariam precauções adicionais para além das exigidas pela lei americana até julho de 2022, enquanto a FAA conclui sua investigação.

O conflito entre as redes 5G e os equipamentos dos aviões levou as autoridades francesas a recomendarem em fevereiro que os passageiros a bordo desliguem os celulares com esta tecnologia.

jul/led/llu/lda/mvv

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