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Governo Doria manterá calendário em SP mesmo sem vacina da Janssen

·3 minuto de leitura
*ARQUIVO* SUZANO, SP, 10.04.2021 - Dose da vacina Coronavac. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
*ARQUIVO* SUZANO, SP, 10.04.2021 - Dose da vacina Coronavac. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo de São Paulo não deve alterar o calendário de vacinação da população maior de 18 anos por causa das incertezas em relação à vacina da Janssen.

O estado deve receber 678 mil doses do imunizante da Johnson & Johnson, ou 22,6% do total de 3 milhões que a farmacêutica prometeu entregar ao Brasil ainda no mês de junho.

A antecipação das datas de imunização, anunciadas no domingo (14) pelo a governador de São Paulo, João Doria (PSDB), no entanto, foi feita sem incluir no cálculo as que poderão ser ainda fornecidas pelo laboratório norte-americano.

Caso elas sejam entregues em SP nos próximos dias, serão então ser incluídas no pacote.

Nesta segunda (14), a Janssen informou que não entregará mais as 3 milhões de doses esperadas para a terça (15). O Ministério da Saúde diz esperar que, apesar da suspensão, as vacinas cheguem ao Brasil ainda nesta semana.

No domingo, Doria anunciou em suas redes sociais que antecipou a vacinação em SP e que até o dia 15 de setembro toda a população acima de 18 anos "já terá recebido a primeira dose da vacina".

De acordo com cálculos do secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, apenas para os paulistas de 40 a 59 anos que serão atendidos em junho e julho serão necessárias 7,4 milhões de doses, que devem ser fornecidas pelo Instituto Butantan, pela Pfizer e pela Fiocruz, que produz a vacina de Oxford/AstraZeneca.

A vacina da Janssen é aguardada com expectativa por governadores e prefeitos porque a imunização com ela é feita apenas com uma dose, o que acelera a imunização coletiva.

O anúncio do Ministério da Saúde pegou os gestores de surpresa, já que o desembarque das vacinas já estava confirmado para a terça (15).

Os 3 milhões de doses da vacina da Janssen (Johnson & Johnson) que vão chegar ao Brasil ainda neste mês têm prazo de validade até 27 de junho e precisam ser aplicadas impreterivelmente até esta data.

O prazo curto entre a chegada do imunizante e a aplicação lança um desafio logístico de grandes proporções para os gestores, o que gera tensionamento. Eles terão pouco mais de uma semana para receber e distribuir as doses para os municípios de seus estados.

O próprio Ministério da Saúde recomenda que as doses da Janssen sejam usadas apenas nas capitais. O governo de SP, no entanto, planejava distribuí-la para as 645 cidades do estado.

O ministério diz também que fará uma ampla campanha de utilidade pública incentivando as pessoas a procurarem os postos de saúde.

A pasta afirma ainda que o país tem capacidade de aplicar até 2,4 milhões de doses de vacinas por dia, e que em poucas horas as da Janssen estarão nos braços de 3 milhões de brasileiros depois que desembarcarem no Brasil.

A vacina fabricada pela Johnson & Johnson tem eficácia de 85% na prevenção de casos graves e oferece proteção completa contra hospitalização e morte por Covid-19, segundo estudo divulgado em janeiro.

Ela tem a vantagem de ser aplicada em uma única dose, facilitando a imunização coletiva.

É a primeira vacina em dose única em estágios avançados de pesquisa e pode ser armazenada em geladeira.

O desempenho do imunizante e as facilidades logísticas relacionadas ao armazenamento e distribuição fazem com que ela seja considerada uma das melhores para aplicação em países em desenvolvimento.

O Ministério da Saúde assinou um acordo com a Janssen para a aquisição de 38 milhões de doses da vacina da empresa, com previsão inicial de entrega de 16,9 milhões de doses entre julho e setembro e 21,1 milhões de outubro a dezembro.

Na semana passada, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que conseguiu antecipar a entrega de 3 milhões de doses para o mês de junho.

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