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Governo considera mais transferências do BC e do BNDES para o Tesouro, diz Waldery

Murillo Camarotto
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Para o secretário especial da Fazenda, é retomar a disciplina fiscal para viabilizar a recuperação da economia no pós-pandemia O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse nesta quinta-feira que o Tesouro Nacional pode voltar a receber recursos do Banco Central (BC) e do BNDES em 2021. As declarações foram feitas durante webinar promovida pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Ao falar sobre a gestão da dívida pública, que cresceu muito devido às ações de combate à pandemia, Waldery admitiu que o Tesouro pode solicitar mais recursos do BC. Recentemente, o TCU autorizou a transferência de R$ 325 bilhões referentes ao lucro cambial da autoridade monetária. Também estão no radar novas transferências de recursos do BNDES. Já durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, o Tesouro recebeu R$ 123 bilhões do banco de fomento. “Podemos retomar essa movimentação agora, em 2021, respeitando as instâncias de governança do BNDES”, afirmou o secretário. Waldery Rodrigues, secretário especial da Fazenda, defende retomada da disciplina fiscal Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Waldery destacou que o governo deve retomar a disciplina fiscal praticada em 2019 para viabilizar a recuperação da economia no período pós-pandemia. De acordo com ele, o cumprimento do teto de gastos, a transparência com as despesas públicas, a manutenção da carga tributária e a aprovação da Nova Lei de Falências estão entre os fatores-chave para a retomada. Se o governo fizer a lição de casa, sustenta Waldery, a trajetória das despesas primárias também poderá voltar ao nível de 2019, ao redor de 19,8% do Produto Interno Bruto (PIB). O valor estimado para este ano é de 28,4%. Waldery defendeu de forma enfática a aprovação, pelo Senado, da Nova Lei de Falências. O texto já foi aprovado na Câmara, mas ainda depende do aval dos senadores. Ele também reiterou a importância do cumprimento do teto, classificado como a “super âncora” fiscal do país. “Temos que cumprir”, afirmou Rodrigues. O secretário apresentou alguns números sobre a retomada da economia e chamou a atenção para a situação do setor de serviços, que ainda não deu sinais significativos de recuperação. “É preciso olhar com atenção”, recomendou.