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Governo deve retirar a privatização da Eletrobras do Orçamento 2020

Poliana Santos
Governo deve retirar a privatização da Eletrobras do Orçamento 2020

O governo estuda retirar a arrecadação prevista com a privatização da Eletrobras (ELET6) das receitas do Orçamento de 2020. O Ministério da Economia previa receber R$ 16,2 bilhões com a venda da companhia elétrica.

Em entrevista à agência de notícias Bloomberg, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que o bloqueio se deve às crescentes incertezas em relação a desestatização da Eletrobras, que ainda precisa do aval do Congresso.

"Se não houver evolução no projeto da estatal nesse início de ano, vamos ter que contingenciar o Orçamento em R$ 16 bilhões", afirmou Mansueto.

A Câmara dos Deputados ainda não começou a analisar o projeto enviado em novembro pelo governo como modelo de venda da estatal. Para isso, a pasta econômica calcula aumentar a previsão de outras receitas, principalmente de impostos, para que o valor congelado seja menor do que os R$ 16,2 bilhões esperados.

"Estamos sendo cautelosos. Vamos tirar esse valor da Eletrobras do Orçamento, mas o contingenciamento não será dessa dimensão", disse uma fonte ao jornal "O Globo".

Além disso, há uma expectativa por parte do governo de ingresso de mais dividendos do BNDES, totalizando, aproximadamente, R$ 15 bilhões.

Eletrobras anuncia emissão de títulos no exterior

A Eletrobras informou, na última quarta-feira (22), que iniciou o processo de emissão de títulos de dívida no mercado internacional com valor que pode chegar a US$ 1,75 bilhão (R$ 7,32 bilhões), segundo o fato relevante divulgado pela companhia.

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De acordo com estatal, os títulos possuem vencimentos em cinco anos (denominados “Notes 2025”) e em dez anos (denominados “Notes 2030”), somando que os cupons serão definidos seguindo a demanda de mercado. Os bancos participantes serão:

  • Goldman Sachs
  • Itaú BBA
  • Santander

Ademais, a Eletrobras também anunciou uma oferta de aquisição dos títulos emitidos pela companhia no mercado externo com vencimento no ano que vem, chamadas de “Notes 2021”, que têm um cupom de 5,75%.