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Governo deve propor "nova CPMF" para bancar "Bolsa Família" de Bolsonaro

Colaboradores Yahoo Notícias
·2 minuto de leitura
BRASILIA, BRAZIL - FEBRUARY 20: President of Brazil Jair Bolsonaro talks with Brazil's Economy Minister Paulo Guedes during the "Ceremony of the New Housing Credit Program" at the Planalto Palace on February 20, 2020 in Brasilia, Brazil. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

O governo Bolsonaro pretende fatiar a proposta de reforma tributária que enviará ao Congresso para, em seguida, sugerir a criação de uma “nova CPMF”. O imposto sobre transações digitais bancaria despesas do Renda Brasil, que deve substituir o Bolsa Família.

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A ideia da equipe econômica do governo é tributar qualquer compra com cartão físico ou eletrônico. O imposto seria cobrado nas compras realizadas por meio do sistema de pagamentos instantâneos em desenvolvimento pelo BC (Banco Central). O ministro Paulo Guedes disse que a alíquota deve ser de 0,2%.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, já havia defendido a criação de um imposto sobre pagamentos para substituir a tributação recolhida por empresas ao pagarem salários, desde que tenha um objetivo claro, como financiar o Renda Brasil.

"O ministro Paulo Guedes coloca como um substituto da desoneração da folha. Ao desonerar a folha, haveria uma oportunidade muito maior da criação de empregos formais. Eu ainda vejo mais além: um imposto dessa natureza pode ser também utilizado para reforçar o programa de renda mínima, o Renda Brasil, que vem sendo montado pelo governo", disse Mourão em entrevista à Rádio Gaúcha.

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A “nova CPMF”, como o imposto vem sendo chamado, é alvo de divergências entre o ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que em uma entrevista à Globo News na quinta-feira (16) disse que pretendia recriar a campanha "Xô, CPMF", lançada em 2007 contra a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras, derrubada naquele momento pelo Congresso.

O governo acredita que terá o apoio do Centrão para aprovar a proposta. Na avaliação da equipe econômica, ao vincular parte da arrecadação do imposto para pagar o Renda Brasil, o presidente da Câmara pode ser convencido a aceitar a medida.

O Renda Brasil deve unificar o Bolsa Família, o abono salarial, o seguro defeso e o salário-família e deve tramitar no Congresso em paralelo à reforma tributária.

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