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Governo deve fazer a posse do novo ministro das Comunicações na segunda-feira

Rafael Bitencourt e Andrea Jubé

Pasta será comandada pelo deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) O governo organiza a solenidade de posse do deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), como ministro das Comunicações, para a próxima segunda-feira (15). Enquanto não assume o cargo, o parlamentar mantém conversas com a Casa Civil para definir nomes de sua equipe e detalhes do funcionamento da pasta após a cisão no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que segue comandado pelo ministro Marcos Pontes.

Desde o anúncio da chegada de Faria ao governo, não faltaram elogios de lideranças à habilidade do parlamentar em formar consensos em matérias discutidas no Congresso. Além de buscar aproximação com o bloco de partidos do “Centrão”, o governo quer usar o perfil conciliador do novo ministro para remediar os eventuais conflitos entre as áreas do novo Ministério das Comunicações.

O deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) foi nomeado por Bolsonaro para assumir o recriado Ministério das Comunicações

Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Ao receber a Secretaria Especial de Comunicação Social, vinda da Secretaria de Governo da Presidência da República, a nova estrutura do órgão terá que conciliar duas atribuições: coordenar a comunicação institucional, o que inclui o destino da verba publicitária do governo, e definir diretrizes para regular e fiscalizar a concessão de serviços de comunicação (as telecomunicações e a radiodifusão, que engloba a TV e o rádio).

Com a escolha do novo ministro, o governo Bolsonaro apostou na afinidade de Faria com o então chefe da Secretaria Especial de Comunicação da Presidência (Secom), Fábio Wajngarten, que continuará exercendo as atuais atribuições como secretário-executivo do Ministério das Comunicações. A expectativa é de que o perfil mais impulsivo de Wajngarten seja neutralizado pelo novo chefe, que em tese estará no andar de cima.

Ao agradecer Bolsonaro pelo convite, Faria deu demonstração de que valoriza o caminho de diálogo entre oponentes. “A verdadeira democracia é conviver com as diferenças e aceitar a opinião de milhões de brasileiros que, como eu, querem ver as propostas de campanha de Bolsonaro implementadas”, disse o parlamentar, em postagem no Twitter.

Em outra postagem, Faria defendeu um “Estado liberal”, o que justificaria a decisão de ter votado à favor da PEC do teto de gastos, da reforma trabalhista, da Nova Previdência. “Defendo a liberdade econômica, de imprensa e de expressão, a desburocratização e o reforço na segurança pública”, afirmou.

Ainda no Twitter, Faria declarou ter votado em Bolsonaro, em 2018, e se desapontar com as gestões do PT. “Como 57 milhões de eleitores, votei no presidente Bolsonaro por estar insatisfeito com partidos que polarizaram e comandaram o país até 2018. Já votei no PT no passado, sim, mas em 2016, fui a favor do impeachment de Dilma e sou o maior adversário do governo do PT no RN”, afirmou o deputado. Hoje, o Rio Grande do Norte é governado pela petista Fátima Bezerra.