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Governo defende privatização da Eletrobras, após presidente pedir demissão

Manoel Ventura
·2 minuto de leitura

BRASÍLIA — Após o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, pedir demissão do cargo, o Ministério de Minas e Energia divulgou uma nota, nesta segunda-feira, na qual defende a privatização da estatal. Ferreira alegou questões pessoais para deixar o posto, mas a saída dele levantou dúvidas sobre o plano de privatização da estatal, que o governo chama de “capitalização”.

“O governo federal entende que a capitalização da Eletrobras é essencial e necessária para a recuperação de sua capacidade de investimento”, diz a nota do ministério.

O processo de privatização proposto pelo governo prevê a capitalização da empresa de forma a diluir o controle da União sobre a Eletrobras. É uma forma de arrecadar recursos tanto para o governo quanto para a própria empresa investir.

“Com a capitalização, a Eletrobras se tornará uma corporação brasileira de classe mundial, com capital pulverizado, focada em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, tornando-se uma das maiores empresas de geração renovável do mundo”, acrescenta a nota.

A privatização da estatal foi proposta inicialmente em 2017, ainda durante a gestão do ex-presidente Michel Temer, e foi mantida pelo governo Jair Bolsonaro. Mesmo assim, o projeto enviado ao Congresso não avançou por forte resistências políticas dos parlamentares, incluindo aliados do governo.

Ferreira deixará a empresa em março, mas seu substituto ainda não foi escolhido. A renúncia vem após candidatos à presidência da Câmara e do Senado sinalizarem que privatização da empresa não será prioridade neste ano. O executivo vinha dizendo a pessoas próximas que deixaria a empresa se percebesse que o governo não encamparia mais a venda da estatal.

Na nota, o MME agradeceu os trabalhos feitos por Ferreira Junior:

“Durante os quatro anos e meio em que presidiu a empresa, Wilson liderou um processo de melhoria da eficiência operacional, a qual será mantida. Desta forma, será dado prosseguimento às ações de redução de custos e de aprimoramento da estratégia de sustentabilidade da Eletrobras”, diz o texto.

Segundo o ministério, Ferreira ermanecerá como membro do Conselho de Administração da estatatal:

“O Ministério de Minas e Energia reafirma seu compromisso para tornar a Eletrobras mais forte, mais eficiente e mais competitiva, contribuindo, desta forma, para fomentar o desenvolvimento do setor elétrico e proporcionar maiores investimentos, gerando emprego e renda para a população brasileira, com menores custos para o consumidor de energia”.