Mercado fechado

Governo de São Paulo confirma retorno presencial das aulas em 2021 mesmo na fase vermelha

João Conrado Kneipp
·2 minuto de leitura
El gobernador de Sao Paulo, Joao Doria, asiste a una conferencia de prensa para presentar una vacuna experimental de COVID-19 que se está ensayando en colaboración con la farmacéutica china Sinovac, en Sao Paulo, Brasil, el lunes 9 de noviembre de 2020. (AP Foto/Andre Penner)
A mudança foi confirmada em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira no Palácio dos Bandeirantes. (Foto: AP Foto/Andre Penner)

O governador João Doria (PSDB) anunciou que as escolas públicas e particulares do estado de São Paulo serão consideradas serviços essenciais e poderão permanecer abertas mesmo em cidades que estejam na pior fase da pandemia do novo coronavírus, a etapa vermelha.

A mudança, antecipada pelo jornal O Estado de S.Paulo e confirmada em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira no Palácio dos Bandeirantes, permitirá para que as escolas possam dar aulas regulares e não apenas atividades extracurriculares.

“São Paulo mantém a volta às aulas presenciais para o ano letivo de 2021. Após análise criteriosa da Secretaria de Educação e do Centro de Contingência do Covid-19, o governo acatou integralmente a orientação para manter o retorno gradual e regionalizado às aulas presenciais”, afirmou Doria.

O decreto será assinado nesta quinta e publicado no DOE (Diário Oficial do Estado) na edição de sexta-feira.

Nas atuais regras do Plano São Paulo, as unidades escolares só podem voltar a funcionar na Fase Amarela, exatamente a que se encontra todas as regiões paulistas neste momento. No entanto, seguindo o que outros países fizeram, o governador decidiu permitir que elas continuem abertas mesmo em situações mais graves da pandemia.

Leia também

Com essa mudança, mesmo que haja aumento de casos de coronavírus no início de 2021, as escolas poderão iniciar o ano letivo em fevereiro com parte dos alunos presencialmente.

O setor da Educação em São Paulo foi autorizado a funcionar em setembro pelo governo, com 35% dos alunos presencialmente. Apenas o ensino médio foi autorizado em novembro a voltar a ter aulas, de fato, presenciais.

O novo decreto paulista, de acordo com o jornal, também autoriza a educação superior a funcionar na fase amarela com até 35% das matrículas e, na verde, com até 70% da capacidade das salas de aula.