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Governo da China reage a Bolsonaro e diz que se opõe a politização do vírus

·2 minuto de leitura

BRASÍLIA — Após o presidente Jair Bolsonaro insinuar que a China poderia ter criado o novo coronavírus em laboratório, o governo chinês reagiu nesta quinta-feira e afirmou se opor à "politização e estigmatizarão do vírus". Por meio de um porta-voz, o governo chinês também afirmou que o coronavírus é um "inimigo comum da humanidade" e que os países precisam atuar juntos.

Os comentários foram feitos em uma entrevista coletiva do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin. Questionado sobre a declaração de Bolsonaro, realizada na quarta-feira, Wang Wenbin evitou comentá-la diretamente, mas defendeu a cooperação entre países na luta contra a pandemia de Covid-19.

— O vírus é o inimigo comum da humanidade. A tarefa urgente de agora é todos os países se juntarem em uma cooperação antiepidemia e em um esforço para uma vitória antecipada e completa sobre a pandemia. Nós nos opomos firmemente a qualquer tentativa de politizar e estigmatizar o vírus.

Na quarta-feira, durante cerimônia no Palácio do Planalto, Bolsonaro citou a possibilidade do coronavírus ter sido criado no contexto de uma "guerra química" e questionou qual país que mais cresceu no ano passado — a China teve um crescimento de 2,3% em 2020, enquanto a maioria dos países teve queda.

— É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou nasceu porque um ser humano ingeriu um animal inadequado. Mas está aí. Os militares sabem que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu seu PIB? Não vou dizer para vocês — disse Bolsonaro.

Mais tarde, durante passagem pelo Rio de Janeiro, o presidente afirmou que "não falou a palavra China" no discurso e que o Brasil vai continuar vendendo para o país asiático e que a China "precisa comprar o que produzimos aqui".

Após realizar uma missão na China, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou em março um relatório que afirma que o novo coronavírus muito provavelmente foi transmitido de morcegos para os humanos por meio de um outro animal. A única exceção é a hipótese de que o patógeno teria escapado do Instituto de Virologia de Wuhan. De acordo com a missão de especialistas é "extremamente improvável" que isso tenha acontecido.