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Governo considera fácil obter mais de R$ 100 bi em dividendos após recorde da Petrobras

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo considera fácil passar a marca de R$ 100 bilhões em dividendos a serem recebidos neste ano de estatais após o pagamento recorde da Petrobras pelo lucro referente ao segundo trimestre. Os cálculos abrem caminho para o ministro Paulo Guedes (Economia) registrar um superávit primário no governo central (que soma Tesouro, Banco Central e Previdência).

No primeiro semestre do ano, o Tesouro Nacional registrou o recebimento de R$ 44,9 bilhões em dividendos de todas as estatais. Agora, com o pagamento de cerca de R$ 25 bilhões da Petrobras, o número vai subir para ao redor de R$ 70 bilhões.

Ainda entrarão como receita os dividendos da própria Petrobras no terceiro trimestre e também os ganhos a serem repassados ao Tesouro por outras empresas, o que deve ser turbinado pelo pedido de ampliação de recursos feito pelo governo a grandes estatais (principalmente Caixa e BNDES).

Antes disso, o governo já tinha pedido ao BNDES um repasse turbinado de recursos neste ano, que já foram pagos. Foram R$ 18,9 bilhões relativos aos lucros de 2020 e 2021 que entraram em 2022.

A conta de dividendos recebidos até agora, considerando os da Petrobras, já superam e muito a expectativa divulgada pelo próprio Ministério da Economia na sexta-feira (22), de que seriam recebidos R$ 54,8 bilhões no ano em dividendos em 2022. Segundo técnicos, as expectativas usadas para as receitas estavam defasadas.

A Petrobras tem tido seu lucro impulsionado pelos valores em alta do petróleo no mercado global. A empresa teve lucro de R$ 54,3 bilhões no segundo trimestre de 2022, em resultado com forte impacto dos mega-aumentos nos preços dos combustíveis em março. A empresa anunciou a distribuição recorde de R$ 87,8 bilhões em dividendos, dos quais cerca de R$ 25 bilhões ficam com a União.

O lucro da estatal foi o segundo maior já registrado por uma companhia brasileira, abaixo apenas do resultado anunciado pela própria Petrobras no quarto trimestre de 2020 (R$ 70,6 bilhões, em valores corrigidos pela inflação).

A perspectiva de um azul nas contas de 2022 tem sido comemorada pelo governo. No primeiro semestre, foram R$ 14,4 bilhões no positivo -resultado impulsionado pelas receitas extraordinárias obtidas com a privatização da Eletrobras (de R$ 26 bilhões).

O governo traça o cenário de melhora também após a manobra proporcionada pela emenda constitucional promulgada no ano passado que autorizou mexer nas regras do teto de gastos e postergar o pagamento de precatórios (dívidas a serem quitadas pelo Estado após determinação da Justiça).

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