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Governo Bolsonaro gasta R$ 204 milhões em cartões corporativos e bate recorde

Jair Bolsonaro
A maior parcela corresponde aos gastos da Presidência, que utilizou 35,5% do valor

(Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)

  • Governo Bolsonaro gastou, até setembro, R$ 204,8 milhões com cartões corporativos

  • Valor é 19,9% maior do que o registrado ao longo de todo o ano de 2020

  • Alta acontece mesmo com menos pessoas usando os cartões corporativos

O governo Bolsonaro gastou, até setembro de 2021, R$ 204,8 milhões com cartões corporativos. O valor é 19,9% maior do que o registrado em todo o ano de 2020, que totalizou R$ 170,7 milhões.

Entretanto, entre 2020 e 2021, caiu 18,6% o número de pessoas que têm cartões corporativos. Dos 4.485 cartões, restaram 3.547, mas em vez de redução nos gastos, houve um aumento. Os dados são de um levantamento do Metrópoles, que utilizou as informações do Portal da Transparência, plataforma de divulgação de contas do governo federal.

"Em um país cuja economia se parece com um carro desgovernado, saber que os gastos aumentaram mesmo com menos cartões corporativos disponíveis é algo que chega a causar espanto", disse Lúcio Big, diretor-presidente do Instituto Observatório Político e Socioambiental (OPS), ao Metrópoles.

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Dentre os R$ 204,8 milhões gastos até setembro, a maior parcela corresponde à Presidência, que utilizou 35,5% do valor. Em seguida, aparece o Ministério da Justiça e da Segurança Pública (26,7%) e o Ministério da Economia (10%).

Os gastos desses nove primeiros meses são os mais altos desde 2018, época em que o governo de Michel Temer consumiu R$ 244,8 milhões em cartões corporativos. Vale ressaltar que a comparação leva em conta os valores usados ao longo de todo o ano de 2018, 2019 e 2020, contra os usados somente até setembro de 2021.

O Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF), também chamado de cartão corporativo, é uma espécie de cartão de crédito usado pelos membros do governo. Eles costumam ser usados para pagamentos de despesas próprias e estão previstos na lei, desde que "caracterizada a necessidade em despacho fundamentado".