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Governo Bolsonaro deve colocar delatado da Odebrecht para presidir Banco do Nordeste

Redação Notícias
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Reprodução/bnb.gov.br
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Após a queda relâmpago do presidente do Banco do Nordeste, que durou um só dia no cargo, o PL, partido de Valdemar Costa Neto, indicou o analista do Banco Central Flávio Cals Dolabella para assumir o controle do banco regional. O currículo de Dolabella ainda está em análise no governo.

Em 2017, Dolabella foi acusado por um delator da Odebrecht de receber mesada de R$15 mil para vazar documentos sigilosos de reuniões do Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações, do Ministério da Fazenda, segundo delação de Antonio Almeida. A citação do servidor em delação da empreiteira pode levar o partido a indicar outro nome.

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O nome de Flávio Dolabella chegou ao governo pelas mãos de Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão, e que compõe o Centrão, nova base de apoio do governo no Congresso. Se aprovada, a nomeação de Dolabella pode ocorrer nas próximas semanas.

Na última quarta-feira, o Conselho de Administração do Banco do Nordeste destituiu Alexandre Borges Cabral, empossado na véspera como presidente da instituição. O atual diretor financeiro e de crédito Antônio Jorge Pontes Guimarães Júnior é quem assumiu interinamente o comando do banco, acumulando funções.

A exoneração de Alexandre Cabral surgiu após a revelação de que o Tribunal de Contas da União (TCU) apura suspeitas de irregularidades em contratações quando Cabral presidia a Casa da Moeda, em 2018. O prejuízo é estimado em ao menos R$ 2,2 bilhões. Além disso, houve também uma briga entre os partidos pela indicação de Cabral, que, segundo fontes, não era a indicação do PL.