Mercado fechará em 3 h 41 min
  • BOVESPA

    116.880,96
    +746,50 (+0,64%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.814,20
    +384,45 (+0,85%)
     
  • PETROLEO CRU

    86,93
    +3,30 (+3,95%)
     
  • OURO

    1.735,70
    +33,70 (+1,98%)
     
  • BTC-USD

    20.022,55
    +636,14 (+3,28%)
     
  • CMC Crypto 200

    455,03
    +9,60 (+2,15%)
     
  • S&P500

    3.782,82
    +104,39 (+2,84%)
     
  • DOW JONES

    30.263,70
    +772,81 (+2,62%)
     
  • FTSE

    7.086,46
    +177,70 (+2,57%)
     
  • HANG SENG

    17.079,51
    -143,32 (-0,83%)
     
  • NIKKEI

    26.992,21
    +776,42 (+2,96%)
     
  • NASDAQ

    11.645,50
    +359,75 (+3,19%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1348
    +0,0609 (+1,20%)
     

Governo Biden pressiona sindicatos e empresas para evitar paralisação de ferrovias

Por David Shepardson e Lisa Baertlein

WASHINGTON/LOS ANGELES (Reuters) - O governo Biden pediu às empresas e sindicatos que cheguem a um acordo para evitar uma paralisação de ferrovias nos Estados Unidos que poderia custar 2 bilhões de dólares por dia.

Empresas de ferrovias, incluindo Union Pacific, BNSF, da Berkshire Hathaway, CSX e Norfolk Southern têm até um minuto após a meia-noite de sexta-feira para chegar a acordos provisórios com sindicatos que representam cerca de 60.000 trabalhadores. Caso um acerto não seja alcançando, abre-se a possibilidade de greves, piquetes e intervenção do Congresso.

O secretário do Trabalho dos EUA, Marty Walsh, está adiando uma viagem à Irlanda para seguir com as negociações, informou o departamento nesta segunda-feira.

"As partes continuam a negociar, e ontem à noite o secretário Walsh novamente se comprometeu a pressionar as partes a chegar a uma resolução que evite qualquer paralisação do nosso sistema ferroviário", disse um porta-voz do Departamento do Trabalho. "Todas as partes precisam ficar à mesa, negociar de boa fé para resolver questões pendentes e chegar a um acordo."

Um funcionário da Casa Branca disse à Reuters que o presidente Joe Biden foi informado e está acompanhando a questão de perto.

Interrupções generalizadas nas ferrovias podem sufocar o suprimento de alimentos e combustível, gerar caos no transporte e elevar a inflação.

Os sindicatos, que ganharam aumentos salariais significativos, estão se opondo às exigências que os funcionários fiquem de plantão e disponíveis para trabalhar na maioria dos dias. As empresas estão tendo dificuldades para recompor pessoal após cortes que chegaram a quase 30% nos últimos seis anos.

Ao meio-dia de terça-feira, a Norfolk Southern deixará de aceitar cargas intermodais: mercadorias que se movimentam por combinações de transporte marítimo, rodoviário e ferroviário. Essas remessas incluem bens de consumo e pacotes de comércio eletrônico que respondem por quase metade do tráfego ferroviário dos EUA.

Isso pode elevar os estoques existentes em portos marítimos e armazéns da Costa Leste, causando atrasos em cascata em todo o país, à medida que os agricultores se preparam para a colheita e os varejistas reabastecem as lojas para a importante temporada de compras de Natal.

Grupos da indústria dos EUA estão pressionando o Congresso para evitar o pior cenário.

"Uma paralisação do serviço ferroviário do país teria enormes consequências nacionais", disse a Câmara do Comércio nesta segunda-feira, acrescentando que o cenário levaria ao desperdício de alimentos perecíveis, interrupção da entrega de mercadorias e limitaria o transporte de combustível e produtos químicos.

No final da semana passada, as ferrovias disseram que iriam interromper nesta segunda-feira os carregamentos de materiais perigosos, como cloro usado para purificar água potável e produtos químicos usados ​​em fertilizantes, para que não fiquem presos em locais inseguros em caso de greve.

Até domingo, oito dos 12 sindicatos chegaram a acordos provisórios cobrindo cerca de metade dos 115.000 trabalhadores, disse a Conferência Nacional do Trabalho Ferroviário (NRLC).