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Governo de Belarus é acusado de colaborar com cibercriminosos

·2 min de leitura

O governo de Belarus foi acusado de colaborar com a gangue cibercriminosa Ghostwriter, responsável por ataques contra organizações públicas e privadas de diferentes países da Europa. Entre as atividades que colocariam os interesses do bando e da administração do país em sintonia estariam tentativas de roubar informações de empresários, opositores e empresas de mídia, além de realizar ataques de phishing e disseminar informações falsas com fins políticos.

A ligação aparece em um relatório da empresa americana de cibersegurança Mandiant e acompanha uma associação feita em setembro entre a Rússia e o Ghostwriter, por partidários da União Europeia. Enquanto os especialistas não afirmam que existe interferência russa, também, na situação de Belarus, eles citam indicadores de que o governo do país pode ser um dos financiadores dos ataques.

Segundo a Mandiant, o bando, também conhecido como UNC1151, está envolvido em ataques contra empresas e entidades governamentais de países como Alemanha, Polônia, Ucrânia e Lituânia. Além disso, dissidentes e jornalistas também teriam sido alvo dentro do território de Belarus, enquanto agências do governo do país ou da suposta aliada, a Rússia, não se tornaram alvo.

<em>Alvos do bando Ghostwriter estão, principalmente, na Europa; grupo é acusado de envolvimento com o governo de Belarus e tentativa de manipulação política contra nações da União Europeia (Imagem: Divulgação/Mandiant)</em>
Alvos do bando Ghostwriter estão, principalmente, na Europa; grupo é acusado de envolvimento com o governo de Belarus e tentativa de manipulação política contra nações da União Europeia (Imagem: Divulgação/Mandiant)

A empresa de segurança remonta sua análise à eleição de 2020, na qual a vitória do atual presidente, Alexander Lukashenko, com 80% dos votos, foi protestada em manifestações que resultaram em violência e prisões. Segundo a Mandiant, indivíduos que se tornaram alvos de ataques de phishing e roubo de informações em antecipação ao pleito acabaram presos pela polícia depois da divulgação dos resultados.

Além disso, o Ghostwriter também estaria envolvido em campanhas de desinformação contra cidadãos da Polônia e Lituânia, além de disseminar fake news sobre a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Desde 2016, ataques de phishing e desfigurações de sites vulneráveis são usados para acusar a organização, assim como a própria União Europeia, de corrupção e até envolvimento na disseminação da covid-19 pelo território. A Mandiant afirma ainda que narrativas implantadas pelo bando também são ventiladas pela TV estatal, mas que não é possível saber se as informações são de interesse do governo, apenas, ou parte de um esforço combinado de manipulação.

As tensões políticas em Belarus escalaram em maio deste ano, depois que um caça do governo bielorusso interceptou um voo comercial que ia da Grécia à Lituânia, alegando ameaça de bomba. O avião foi obrigado a aterrissar em Minsk, onde as autoridades prenderam o jornalista Raman Pratasevich, um dos principais ativistas de oposição ao governo de Lukashenko. Isso, ao lado de uma crise migratória que a União Europeia afirma ter sido orquestrada pelo presidente, levou a sanções financeiras e impedimentos de viagens contra os cidadãos do país.

Fonte: Canaltech

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