Governo avalia novo modelo de concessão de aeroportos

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, disse, nesta terça-feira, que o governo avalia novas modelagens de concessões de aeroportos ao setor privado. "As concessões sempre evoluem, como já ocorreram no setor elétrico e no setor rodoviário. Não existe um modelo correto nem uma única forma de fazê-las", disse. "Temos de aproveitar a experiência para dar modelos que atendam melhor a sociedade", completou Bittencourt, que visita Viracopos, em Campinas, no interior paulista, onde lançou a pedra fundamental das obras de ampliação do aeroporto internacional, já iniciadas.

Apesar de faltarem 27 dias para o final do ano, Bittencourt reafirmou que ainda segue indefinido se os novos editais para concessões de outros aeroportos no País serão lançados este ano. "Tanto uma data, como quais concessões, bem como o modelo utilizado ainda seguem indefinidos, mas a expectativa é de que isso seja definido logo", disse o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil.

Bittencourt disse ainda que o governo "não tem nenhuma preocupação" com a finalização da obra de ampliação do aeroporto na cidade paulista para a Copa do Mundo, em 2014, mesmo com a perspectiva de entrega para maio de 2014. Na primeira fase de obras, a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos vai investir R$ 2,06 bilhões na ampliação do terminal de passageiros para 14 milhões de passageiros por ano e na construção de 28 pontes de embarque, sete pontes remotas de estacionamento de aeronaves e ainda a ampliação do estacionamento em 4 mil vagas.

O presidente da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, Luiz Küster, comemorou a liberação, na segunda-feira (03), de um empréstimo-ponte no valor de R$ 1,2 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para as obras. "É a garantia de recursos para a obras, mas o cronograma não muda", disse o executivo. "Daremos mais detalhes quando assinarmos o contrato", completou.

Bittencourt contou que o governo avalia a liberação do free shop já construído em Viracopos, cuja abertura ainda depende de uma medida da presidente Dilma Rousseff. "Essa questão está encaminhada e isso será resolvido o mais rápido possível". Por fim, o secretário disse que seguem em estudos a interligação de Viracopos com ramais férreos para o transporte de passageiros e escoamento de cargas.

Atualmente, 67% da receita do aeroporto vem com as operações de transporte de cargas, 25%, com transporte de passageiros e o restante com operações comerciais, como lojas e restaurantes, por exemplo. Em 30 anos, prazo para o fim da concessão do aeroporto, a meta é dividir a receita total em três partes iguais. O total investido até 2042 será de R$ 9,5 bilhões.

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