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Saúde avalia importação de ‘teste rápido’ e contratação de médicos cubanos

Rafael Bitencourt

Nesta segunda-feira, a OMS recomendou que os governos façam testes para cada caso suspeito O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, informou nesta segunda-feira que o governo avalia fazer a importação de “testes rápido” para o novo coronavírus. A estratégia servirá para evitar um gargalo no Sistema Único de Saúde (SUS), devido à alta demanda.

Nesta segunda, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou que os governos façam testes para cada caso suspeito de covid-19, diante do que classificou de “maior crise sanitária mundial da nossa época".

Kelsey Brunner/The Aspen Times via AP

Gabbardo explicou que o teste rápido não exige uma análise laboratorial. O paciente fica sabendo do resultado imediatamente. Até agora, o Ministério da Saúde contratou 30 mil testes tradicionais para a detecção da doença, mas algumas unidades de saúde já informaram que o estoque chegou a fim.

O secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, informou que o exame simplificado é semelhante ao teste de gravidez, adquirido nas farmácias.

Ele disse que está em contato com o governo da Coreia do Sul para entender os procedimentos adotados com os testes. “Creio que o modelo coreano seja um modelo melhor para seguir”, disse Oliveira, lembrando que o governo avalia contratar mais 150 mil testes tradicionais.

Mais Médicos

Outra medida que está sendo avaliada é a contratação de 1,8 mil médicos cubanos para reforçar o atendimento da rede pública, de acordo com a secretária substituta de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Caroline Santos.

Parte dos profissionais envolve médicos que foram desligados e poderão ser readmitidos no programa Mais Médicos.

Gabbardo afirmou que, além de contar com o reforço de médicos, o governo deverá recorrer a estudantes de medicina, como voluntários, e profissionais de saúde aposentados.

O secretário-executivo explicou que experiências anteriores com epidemias mostraram que 40% dos profissionais de saúde podem ficar doentes, desfalcando a frente de atendimento à população.