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Governo registra rombo de R$ 92,9 bilhões em abril, pior resultado para o mês desde 1997

Foto: Agência O Globo

O governo federal revelou nesta quinta-feira (28) um rombo de R$ 92,9 bilhões nas contas públicas de abril. É o pior resultado para o mês desde 1997, quando houve superávit de R$ 5,8 bilhões, em valor atualizado pela inflação.

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Desde o início da pandemia de coronavírus, em março, as contas do governo sofrem um acelerado processo de deterioração. Segundo o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, o país fechará o ano com um déficit primário próximo a 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

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O rombo nominal, que considera também as despesas com juros, chegará a quase 14% do PIB, afirmou Rodrigues audiência na comissão especial do Congresso que trata da crise do Covid-19, segundo informações da agência de notícias Reuters.

Do lado das receitas, a queda de arrecadação vem se intensificando. Além disso, em outra fonte de impacto, o governo adiou a cobrança de uma série de tributos para aliviar o caixa das empresas durante a pandemia.

Do lado das despesas, a União promoveu um forte aumento de gastos, com repasses voltados ao combate ao coronavírus no sistema de saúde, além de desembolsos para minimizar os efeitos econômicos provocados pela pandemia.

Entre os gastos mais expressivos estão o auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais, que já supera R$ 150 bilhões, e a assistência a trabalhadores com salário e jornada cortados, com custo estimado em R$ 51 bilhões.

Estimativas feitas pelo Tesouro apontam que o déficit primário do governo central neste ano deve superar R$ 700 bilhões. Após a decretação de estado de calamidade pública com duração até dezembro, porém, o governo está desobrigado a cumprir a meta fiscal de 2020, estipulada em déficit de R$ 124,1 bilhões.

**Com informações da FOLHAPRESS

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