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Governo age em favor de quem destrói a Amazônia, diz Sônia Guajajara

Isadora Peron
·2 minutos de leitura

Para a líder indígena, coordenadora da Apib, este é “um governo extremamente perigoso” A coordenadora-executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Sônia Guajajara, classificou nesta segunda-feira como "perigosa" a posição do governo Jair Bolsonaro em relação ao meio ambiente e aos povos indígenas. "Podemos dizer que é um governo extremamente perigoso, porque acaba questionando dados e, quando esses dados não condizem com seus interesses, tentam imediatamente omitir a verdade ou punir e exonerar responsáveis, como já aconteceu com servidores do Inpe, do ICMbio", disse a líder indígena durante audiência pública sobre o Fundo Clima, realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Sônia Guajajara Eric Terena/ Midia India Ela também afirmou que este é um "governo que faz alianças e protege invasores, desmatadores, seja madeireiros, garimpeiros, e ainda anistia multas e condena denunciantes". "Por isso que a gente diz que é um governo perigoso, porque acaba agindo em favor de quem está destruindo, de quem está de fato explorando [a Amazônia]." Para Sônia Guajajara, sem participação dos povos indígenas no debate e "com o desmantelo que há nas políticas climáticas", há um desrespeito aos direitos humanos e indígenas. Em sua fala, ela lembrou a afirmação de Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial de 2019, divulgada recentemente, de que ele gostaria de "explorar" os recursos da Floresta Amazônica com os Estados Unidos. "É nossa a Amazônia, não abro mão disso. A Amazônia é de todo mundo, então vamos protegê-la. Essa seria a narrativa correta", disse. Para a líder da Apib, há uma decisão política do governo de não demarcar novas terras indígenas, de extinguir as políticas ambientais e de legalizar a exploração da Amazônia. Na semana passada, Sônia Guajajara virou alvo do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Augusto Heleno, que acusou a Apib de crime de lesa-pátria por trabalhar, segundo ele, "24 horas por dia para manchar a nossa imagem no exterior". Os dois participaram da audiência pública promovida pelo ministro do STF Luís Roberto Barroso nesta segunda-feira.