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Governo adia para novembro contribuições de junho ao INSS

BERNARDO CARAM

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Depois de adiar o recolhimento das contribuições previdenciárias dos meses de abril e maio, o governo formalizou nesta quarta-feira (17) a prorrogação dos vencimentos de junho.

A portaria foi publicada pelo Ministério da Economia no Diário Oficial da União e integra o conjunto de medidas do governo no enfrentamento à crise econômica causada pela pandemia do coronavírus.

A publicação prorroga o recolhimento do INSS feito por empresas e por empregadores domésticos. As parcelas com vencimento em junho deverão ser pagas em novembro.

No mês passado, a pasta havia adiado os pagamentos de abril e maio para agosto e outubro.

Com isso, nos meses para os quais as parcelas foram adiadas, os contribuintes deverão fazer o pagamento de dois meses ao mesmo tempo.

Na mesma portaria ficou definido ainda o adiamento no recolhimento de PIS e Cofins para o período equivalente. Os vencimentos de março e abril também já haviam sido adiados.

O recolhimento do INSS feito por empresas é de 20% sobre o total das remunerações. O valor descontado dos empregados varia de 7,5% a 14%, de acordo com o valor do salário.

Além do adiamento no pagamento do INSS, o governo já autorizou as empresas a postergarem o recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).