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Governador do RS anuncia que vai mexer em contracheque, carreira e Previdência de servidores

*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 30.01.2019: Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, participa do seminário “Diálogo com Governadores

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), fez nesta segunda-feira (7) um pronunciamento de quase dez minutos sobre propostas que alteram a remuneração, a estrutura de carreiras e a Previdência do funcionalismo público do estado.

No pronunciamento, Leite falou em uma economia de R$ 25 bilhões em dez anos que poderão ser direcionados a investimentos públicos.

Algumas das medidas que serão enviadas à Assembleia Legislativa do estado buscam replicar no Rio Grande do Sul as reformas administrativas feitas pelo governo federal entre 1997 e 2001.

No pronunciamento, o governador adotou um tom de conciliação com os servidores, afirmando que as medidas serão discutidas com os deputados estaduais e entidades representativas.

Afirmou ainda que, com elas, será possível acabar com o atraso no pagamento de salários e até dar reajustes aos que ganham menos.

Ele antecipou que, nos próximos três anos, estão previstos nesses projetos R$ 500 milhões para melhorar a remuneração dos servidores que ganham menos. Ele também quer permitir o teletrabalho e que professores que busquem qualificação ganhem mais.

"Vamos garantir R$ 25 bilhões em dez anos, que vão permitir que o Rio Grande do Sul possa voltar a investir e melhorar a vida dos 11 milhões de gaúchos, entre eles os 350 mil servidores ativos e aposentados e seus pensionistas", afirmou.

"São medidas muito difíceis de serem tomadas e que eu sei que vão impactar muito a sua vida [dos servidores públicos]. Mas eu também sei que não é mais possível adiá-las."

O governador afirmou que, em 2019, o estado direcionou 82% das suas despesas até agosto para a folha dos servidores, mas que nem assim o salário está em dia. No orçamento do ano que vem, faltam mais de R$ 5 bilhões para fechar as contas.

Disse também que o estado não está pagando sua dívida com a União, nem os precatórios devidos e que, mesmo sem reajuste salarial, o custo da folha aumenta R$ 1 bilhão por ano.

"Eu não vou aqui dourar a pílula. Nós vamos ter sim mudanças impactantes, que vão mudar o modo como os contracheques são construídos, mexendo em vantagens, incorporações e mesmo na Previdência, mas não vamos em hipótese nenhuma mexer em direitos adquiridos de nenhuma categoria", disse.

"Estamos em uma curva da história em que não é mais possível adiar a coragem. É hora de mudar o Rio Grande. É hora de mudar nosso futuro. É hora de mudar para alguns e melhorar para todos", afirmou.