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Governador do Rio prorroga vencimentos de contas de água

Alessandra Saraiva

“A Cedae prorrogou os vencimentos das contas de água e esgoto de março a junho por 60 dias. As contas poderão ser pagas após o prazo e também parceladas", escreveu Witzel no Twitter O governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), usou suas redes sociais nesta sexta-feira (22) para anunciar a prorrogação de vencimento de contas de água e esgoto; bem como a obrigatoriedade de publicação na internet de contratos estaduais em caráter emergencial. Este mês, uma operação da Polícia Federal teve como alvo de investigação possíveis desvios de recursos na área da saúde do governo fluminense.

Por meio de seu perfil no Twitter, Witzel detalhou as ações, influenciadas pela atual crise causada pela pandemia. “A Cedae prorrogou os vencimentos das contas de água e esgoto de março a junho por 60 dias. As contas poderão ser pagas após o prazo e também parceladas. Nesse momento de sacrifício é preciso ter união. Tudo vai passar em breve. Seguimos fortes e juntos”, postou, em sua rede social.

O governador aproveitou ainda para informar ter sancionado, hoje, a lei 8.832. Pela lei, segundo o governador, “os contratos firmados em caráter emergencial serão publicados no site da Transparência”. “É obrigatório apresentar nome e CNPJ ou CPF das partes jurídicas, o objeto do contrato, o valor, a vigência e a justificativa para o contrato. Seguimos firmes”, completou ele.

Após a crise causada pelo avanço da covid-19 no Estado, contratos emergenciais foram firmados para prover recursos no combate à doença no Rio.

Este mês, a área de saúde do governo do Rio de Janeiro foi pano de fundo para operação da Polícia Federal. A "Operação Favorito" investigava possível desvio de recursos da área de Saúde do Estado do Rio nos últimos dez anos. Na ocasião, a PF informou que surgiram provas de que a organização criminosa continuava a atuar no momento presente de crise causada pela covid-19, inclusive se valendo da situação de calamidade ocasionada pela pandemia.

Um dos envolvidos no esquema seria o empresário Mário Peixoto, dono de empresas que celebraram contratos com as gestões de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio e atualmente preso, e Wilson Witzel. Peixoto foi preso no município de Angra dos Reis durante a operação da PF.