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Governador reage a pedido da PGR e diz que hospitais de campanhas foram fechados por falta de pacientes

André de Souza
·2 minuto de leitura

BRASÍLIA - O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), coordenador da área de vacinas do Fórum Nacional de Governadores, reagiu a um pedido de informações feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para que os governos estaduais expliquem por que fecharam hospitais de campanha no ano passado após a primeira onda da pandemia de Covid-19.

— A grande pergunta é por que fechamos hospitais de campanha, estados e municípios. Porque não tinha pacientes. Graças a Deus, ali num ado num momento, fizemos dois movimentos em meio a uma pandemia: dobrar ou triplicar a rede permanente pública de hospitais, ou em parcerias com o setor privado, e já não precisavam mais hospitais provisórios, como eram hospitais de campanha. Se não tinha pacientes, qual era o sentido de ficar três, quatro, cinco, seis meses pagando por cada leito de hospital de campanha se já não tinha necessidade? — disse o governador em vídeo divulgado por sua assessoria de imprensa.

Depois, acrescentou:

— Infelizmente lá na frente mesmo com essa rede ampliada que fizemos, com a suspensão de cirurgias eletivas, tivemos uma situação em que de novo colapsou a rede em todo o Brasil. Por quê? Por fala de cama? Por falta de equipamentos? Não, por falta de profissionais. É esse o problema ainda hoje.

Em nota, o governador também afirmou que boa parte do dinheiro aplicado nos hospitais de campanha veio dos cofres estaduais e que foram prestadas contas com toda a transparência aos órgãos de controle. E apontou a responsabilidade do governo federal.

"O colapso se deu pela falta de profissionais em praticamente todos os Estados brasileiros, levado pela velocidade de transmissibilidade das novas variantes e pela ausência da coordenação central, do governo federal, que foi avisado e não ajudou na contenção", diz trecho da nota.

As informações pedidas pela PGR foram solicitadas pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, aliada do procurador-geral Augusto Aras. Isso corrobora o discurso do presidente Jair Bolsonaro e abre mais um flanco de ataque aos governadores, no momento da instalação da CPI da Pandemia no Senado.

Lindôra, que é considerada bolsonarista e uma das principais vozes conservadoras dentro do Ministério Público Federal (MPF), expediu ofício a todos os governadores "requisitando dados complementares sobre a situação dos hospitais de campanha previstos, construídos e desativados nos Estados". A PGR já havia pedido informações aos governadores no mês passado, mas considerou que eram necessários mais esclarecimentos.