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Governador diz que preservação da vida dos cearenses é papel de todos

Isadora Peron e Matheus Schuch

Camilo Santana (PT) classificou como "necessária" a permanência das Forças Armadas no Ceará O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), classificou como "medida necessária" a prorrogação do decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Ceará, que permitirá que as Forças Armadas permaneçam no Estado até 6 de março.

A decisão foi anunciada nesta sexta-feira pelo Palácio do Planalto. O presidente Jair Bolsonaro resistia em assinar a renovação, em parte pelas divergências políticas que tem com o governador petista, mas foi convencido por auxiliares. O motim policiais militares no Ceará ainda não chegou ao fim.

Camilo Santana, governador do Ceará

José Cruz/Agência Brasil

"Informo aos cearenses que recebi a confirmação do Governo Federal sobre a prorrogação da operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) realizada pelo Exército Brasileiro no Ceará, uma medida necessária pela continuidade do motim de parte dos PMs, que tem provocado insegurança e o aumento da violência em nosso estado", disse o governador no Facebook.

Segundo Camilo, "este é um momento da união de todos contra qualquer ameaça à paz da nossa população". "A preservação da vida dos cearenses é papel de todos os poderes constituídos", afirmou.

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Ele também afirmou que a comissão formada por representantes dos diferentes Poderes segue trabalhando e dialogando para pôr fim à paralisação, mas que não haverá "anistia" para os policiais amotinados.

"Reafirmo que sempre estaremos dispostos a ouvir e dialogar, mas não aceito anistia para quem pratica atos criminosos. A garantia é de que todos os processos sejam conduzidos com isenção e transparência, para que tudo seja feito de acordo com a lei”, disse.

Excludente de ilicitude

Mais cedo, ao confirmar a prorrogação da medida, Bolsonaro voltou a defender a aprovação, pelo Congresso, da ampliação do chamado excludente de ilicitude para militares em ações da GLO, que os eximiria de responsabilidade por determinados atos violentos.

"Ressalta-se a importância de que o Congresso Nacional reconheça que, o emprego da GLO, dada a necessidade de segurança aos integrantes das forças, muitos deles jovens soldados com cerca de 20 anos de idade, discuta e vote o excludente de ilicitude", diz o texto divulgado pelo presidente.