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Google vê acordo com Austrália sobre lei para pagar por notícias

Angus Whitley
·2 minutos de leitura

(Bloomberg) -- O Google disse que está perto de negociar um acordo sobre a legislação que obrigaria a empresa a pagar por notícias australianas, enquanto a gigante dos EUA continua a campanha pública para flexibilizar a lei proposta.

O governo australiano elaborou um projeto do primeiro código do mundo para fazer o Google e o Facebook compensarem editoras pelo valor que seus artigos geram para as plataformas. A lei foi elaborada para apoiar o setor de mídia local, incluindo a News Corp., de Rupert Murdoch, que tem enfrentado dificuldades para se adaptar à economia digital.

O Google argumenta que a lei proposta não reflete o valor que as próprias plataformas fornecem ao redirecionar os leitores para os sites de notícias. A empresa americana, controlada pela Alphabet, disse na terça-feira que as discussões com autoridades australianas para alterar alguns elementos do projeto do código em seu favor parecem avançar.

O Google não está pedindo que o código seja descartado, “estamos pedindo que seja justo”, disse Mel Silva, diretora-gerente para a Austrália e Nova Zelândia. “Realmente achamos que podemos chegar lá”, afirmou em entrevista.

Ameaça do Facebook

A legislação proposta transformou a Austrália em um caso de teste, enquanto reguladores do mundo todo tentam controlar o vasto poder publicitário das gigantes digitais. A pressão do Google por um acordo negociado contrasta com a resposta do Facebook, que ameaçou bloquear australianos de compartilharem qualquer notícia em seus sites se a lei for aprovada, um passo sem precedentes.

Silva não quis dizer quais ações o Google poderia tomar caso a campanha da empresa não funcione. “Vamos continuar a nos envolver” com o órgão antitruste da Austrália “e fazer todo o possível para tornar este código viável”, disse.

Um representante da Comissão Australiana da Concorrência e do Consumidor (ACCC, na sigla em inglês) não quis comentar.

O presidente da ACCC, Rod Sims, sinalizou neste mês mudanças no código à luz da oposição do Google. Ele disse que a ACCC estava muito “engajada” com o Google e o Facebook e “analisando” o valor que editoras e plataformas trocam entre si. “O código vai mudar”, disse Sims. “É um rascunho.”

Silva disse que, em sua forma atual, o código australiano comprometerá serviços populares do Google, como Search e YouTube, e que isso não é aceitável.

O Google quer que a lei proposta seja alterada em três áreas principais: as negociações devem levar em consideração o valor que ambos os lados trazem para a mesa; o Google não deveria ter que compartilhar nenhum dado além do que as editoras já têm o direito de ver; e os requisitos para que plataformas compartilhem mudanças de algoritmo com editoras devem ser menos onerosos.

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