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Google Timelapse exibe como a Terra mudou em 35 anos: do Jequitinhonha ao Alasca

Thaís Augusto

É impossível acompanhar as alterações da superfície terrestre sem uma ajudinha da tecnologia. Para se ter uma ideia, o recuo do Glaciar Columbia e a expansão industrial em regiões de mata no Brasil são apenas alguns dos fenômenos induzidos pelo homem, e que agora podem ser resumidos e visualizados em segundos com o mapa interativo da Google, o Timelapse.

Nesta quinta-feira (25) a empresa anunciou a expansão do mapa de exploração. Agora, usuários poderão acompanhar os últimos 35 anos de mudanças na face da Terra. O período capturado pela Google vai de 1984 até 2018.

O Timelapse ainda permite a observação na escala global e local por todo o planeta. Com o Google Earth Engine, a plataforma de nuvem do Google para análise geoespacial em escala de petabyte, a empresa consegue combinar mais de 15 milhões de imagens de satélite para criar as 35 imagens globais que compõem o Timelapse.

As imagens de satélite são provenientes dos programas do US Geological Survey / NASA Landsat e do European Sentinel. Já o CREATE Lab fornece a tecnologia de vídeo Time Machine para tornar o Timelapse interativo e explorável.

Na plataforma, os usuários exploram o surgimento de Palm Islands, em Dubai, o recuo do Glaciar Columbia, no Alasca, e a expansão urbana de Las Vegas, em Nevada. Para mostrar as alterações que aconteceram no Brasil, a Google analisou imagens como a região da Bacia do Rio Doce e Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.

Timelapse mostra extensão de desmatamento para a produção de soja no Brasil. Imagem: Divulgação / Google

Com a atualização desta quinta-feira, smartphones e tablets passam a ter suporte ao Timelapse. "Assim, o usuário pode explorar o conjunto de dados global – independente de onde estiver", comunicou a empresa.

Na última semana, a Google também expandiu a plataforma Open Heritage, que permite uma tour virtual em monumentos. Desde então, usuários podem explorar 30 novos espaços em 13 países como o Thomas Jefferson Memorial, nos Estados Unidos; o Templo de Apolo, na Grécia; o Túmulo de Tu Duc, no Vietnã; e a Catedral da Cidade do México.


Fonte: Canaltech

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