Mercado abrirá em 2 h 18 min

Google teve interesse em comprar Nuvia para turbinar os chips Tensor

Adquirida pela Qualcomm em 2021, a startup Nuvia teria gerado interesse de mais companhias no período em que esteve à venda, incluindo o Google, atraído pelo desempenho do núcleo Phoenix da Nuvia, como sugerem informações obtidas pelo portal The Information.

A Nuvia nasceu composta por ex-engenheiros das maiores empresas de tecnologia do mundo, incluindo Apple, AMD, Intel e o próprio Google. A equipe trabalhou no desenvolvimento do Phoenix, núcleo customizado baseado na arquitetura ARM (mesma da família Snapdragon e dos chips da Apple) que prometia oferecer capacidade similar ou superior à de soluções renomadas, como os núcleos Sunny Cove da Intel, usados na 10ª geração para notebook, e Zen 2 (Ryzen 3000) da AMD, consumindo uma fração da energia.

O núcleo Phoenix da Nuvia prometia desempenho superior a rivais como Sunny Cove da Intel e Zen 2 da AMD consumindo uma fração da energia (Imagem: Divulgação/Nuvia)
O núcleo Phoenix da Nuvia prometia desempenho superior a rivais como Sunny Cove da Intel e Zen 2 da AMD consumindo uma fração da energia (Imagem: Divulgação/Nuvia)

A demonstração agitou a indústria e levou à aquisição pela Qualcomm, concluída no início de 2021, com o intuíto de combater o domínio da Apple em celulares e notebooks — os resultados já começaram a ser mostrados com o Oryon, núcleo de próxima geração a ser oficialmente apresentado neste ano. Na reportagem desta semana, o The Information revela que outras gigantes também consideraram a compra da Nuvia, com destaque para o Google.

As intenções seriam claras — turbinar os esforços da companhia no desenvolvimento do Tensor, o chipset proprietário hoje utilizado nos smartphones da família Google Pixel, o que daria mais força à marca para enfrentar o iPhone e seu processador A Bionic. A companhia obviamente perdeu a oportunidade, e atualmente aposta nos núcleos padrão desenvolvidos pela ARM, incluindo o Cortex-X1 de máxima performance, o Cortex-A78 de alto desempenho e o Cortex-A55 de alta eficiência.

Sem os núcleos da Nuvia, o Google Tensor aposta em uma CPU com configuração diferenciada e coprocessadores para tarefas como segurança e IA (Imagem: Reprodução/Google)
Sem os núcleos da Nuvia, o Google Tensor aposta em uma CPU com configuração diferenciada e coprocessadores para tarefas como segurança e IA (Imagem: Reprodução/Google)

Além da CPU, o Tensor G2, segunda geração da plataforma empregada nos recentes Pixel 7 e Pixel 7 Pro, abre mão do desempenho de ponta em favor de uma experiência mais consistente e inteligente, apoiada pelos recursos de software do Google. Destacam-se a presença de um coprocessador dedicado de segurança e, mais importante, uma Unidade de Processamento Tensor (TPU), solução baseada nos servidores da companhia responsável pelas funções mais avançadas de Inteligência Artificial.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: