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Google Pixel 6: o celular que está revolucionando a acessibilidade

·3 min de leitura
  • Com um leque de ferramentas de acessibilidade, muitos usuários podem encontrar aquilo que estava faltando em seus smartphones

  • Grande novidade foi o recurso de reconhecimento de voz por inteligência artificial, graças ao Tensor, novo chip da Google

  • A nível de processamento, o celular ainda está abaixo dos carro-chefe da Apple e Samsung

Os celulares Google Pixel 6 e Google Pixel 6 Pro chegaram ao mercado americano virando cabeças e atraindo olhares de muitos. Com tela Oled e taxa e atualização de 120Hz no modelo Pro (90hz no modelo básico), processador Google Tensor e uma câmera de 50 MP, os modelos vem atraindo olhares de muitos, apesar de ainda não conseguirem bater de frente com os carro-chefe da Apple de da Samsung, o Pixel se destaca em outro quesito: acessibilidade.

Com botões e visores pequenos, um comando de voz que não te entende e uma manuseabilidade pensada diretamente para não deficientes, durante décadas pessoas com deficiência tiveram dificuldades para manusear aparelhos celulares. Com as ferramentas incluídas no Google Pixel 6, a empresa promete agradar a todos.

Para começar, a interface do aparelho está maior como um todo. Algumas das funcionalidades, como o ajuste de volume, a barra de notificações e até os próprios botões estão maiores, permitindo uma experiência de usuário mais confortável e padronizada para todos.

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Há também a nova funcionalidade "Material You", que não é uma ferramenta de acessibilidade em si. A ferramenta basicamente ajusta as cores tema do seu telefone para combinar com sua imagem de fundo ou da tela de bloqueio. Parece bobo, mas a escolha feita automaticamente pelo sistema é uma ótima ajuda na hora de promover um contraste de cores para quem necessita de auxílio visual.

Uma das grandes novidades deste modelo são os controles gestuais, chamado de "Camera Switches". O recurso permite ao usuário mexer no telefone sem usar as mãos, navegando pelo sistema através de gestos faciais, como olhar em uma determinada direção, sorrir, levantar as sobrancelhas, abrir ou fechar a boca, etc.

Mas, a ferramenta mais aclamada tem sido o reconhecimento de voz do telefone. Geralmente aquém das expectativas de todos, as ferramentas de reconhecimento de voz no Pixel se utilizam de inteligência artificial para ir aprendendo a linguagem e a entonação do usuário e melhorar sua experiência com o passar do tempo.

Também foi estreada a função de apagar o texto com um comando de voz. Até então, caso o programa entendesse errado a fala humana, restava ao usuário apagar com o teclado o que havia sido digitado. Agora basta dizer "clear", que a inteligência artificial reconhece a intenção de corrigir um erro.

Junto a isso, a função Gaze Detection também estreou no novo modelo. Quando ativada, a utilização do aparelho por voz só funcionará se você estiver olhando diretamente para ele. Isso é uma ótima ideia para quando o usuário estiver conversando com amigos, ou em um lugar barulhento e não quer que o celular fique ativando a cada palavra enunciada.

Até agora nenhum modelo Pixel foi lançado no Brasil e não se sabe se esse chegará. Com as novas funcionalidades certamente seria um grande avanço ao cenário tecnológico brasileiro.

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