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Google mostra impacto da pandemia sobre novos usuários da internet

Rui Maciel
·2 minuto de leitura

Estudo divulgado nesta terça-feira (03) pela Next Billion Users (NBU), iniciativa do Google para criação de serviços e produtos voltados a novos usuários da internet em diversos países, apontou que a COVID-19 impactou os novos usuários da internet de forma desproporcional.

Os novos usuários em questão compreendem 1,5 bilhão de pessoas que passaram a utilizar a internet pela primeira vez na vida, entre os anos de 2015 e 2020. Em agosto passado, o Google perguntou este público - oriundo, em boa parte, de países como Brasil, México, Índia, Indonésia e Nigéria - como o coronavírus afetou sua vida. O levantamento mostra que a combinação entre baixa renda e alta de preços reduziu o acesso a pacote de dados, já que alimentação e moradia se transformam em prioridade absoluta.

Estima-se também um impacto socioeconômico, uma vez que, com um nível reduzido de alfabetização digital, esse grupo frequentemente tem dificuldade para acessar o auxílio emergencial oferecido pelo governo, ou serviços de educação. Já em relação a informações sobre o vírus, os entrevistados relataram que acham difícil diferenciar fatos de desinformação sobre a doença, ou encontrar serviços de saúde confiáveis.

A COVID-19 afetou, especialmente, os novos usuários de internet, dificultando o acesso a informações confiáveis e pacote de dados (Imagem: Divulgação / Google)
A COVID-19 afetou, especialmente, os novos usuários de internet, dificultando o acesso a informações confiáveis e pacote de dados (Imagem: Divulgação / Google)

“A COVID-19 é um desafio para todos e está atingindo os novos usuários da Internet de maneira especialmente difícil. Mas mesmo diante desse desafio, há oportunidades, se governos, empresas e organizações da sociedade civil trabalharem juntos", diz Caesar Sengupta, vice-presidente de pagamentos e a iniciativa de usuários do próximo bilhão do Google. "À medida que a tecnologia desempenha um papel mais importante em nossas vidas e as economias digitais crescem, podemos e devemos tornar a internet melhor e mais inclusiva no mundo pós-COVID, para os bilhões online hoje, o próximo bilhão que virá e além".

Entre as principais conclusões deste estudo está a aceleração de uma tendência já existente no período pré-pandemia: a migração de serviços essenciais para a internet. Essa transição de serviços para o ambiente digital passa por setores como meios de pagamentos, por exemplo, mas também pelo acesso a serviços públicos e de educação. Por outro lado, o estudo estima que a desaceleração da economia, provocada pela COVID-19, reduziu a capacidade dos novos usuários da internet de acessar a web.

Fonte: Canaltech

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