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Google | Funcionários protestam contra suspensão de dois colegas

Felipe Ribeiro

A Google segue com problemas envolvendo seus funcionários e seguidos protestos. Desta vez, os trabalhadores estão reclamando por conta de dois colegas, que teriam sido demitidos por iniciar uma frente ativista contra a empresa. Isso acontece em um momento crucial, já que o conselho de administração da Alphabet iniciou uma investigação sobre como a gigante da tecnologia lida com denúncias de abuso sexual.

No início deste mês, a Bloomberg informou que a Google demitiu um funcionário e colocou outros dois - Laurence Berland e Rebecca Rivers - em licença administrativa por, supostamente, violar políticas da empresa, alegando que eles acessaram e compartilharam documentos confidenciais. Os funcionários da empresa contestaram essa versão, dizendo que Berland e Rivers o fizeram apenas porque estavam envolvidos em vários movimentos de ativismo dentro da empresa.

Rivers, que trabalha no escritório da Google no Colorado, ajudou a lançar uma petição em agosto, exigindo que a empresa parasse de licitar contratos com ICE (Immigration and Customs Enforcement ou Imigração e Execução Aduaneira, na tradução livre) e a Customers and Border Protection (Proteção de fronteiras e clientes, na tradução livre). Já Berland, que trabalha no escritório da Google em São Francisco, esteve envolvido em vários tipos de ações ativistas, como uma petição para remover a empresa da parada do SF Pride (Parada Gay de São Francisco) no início deste ano e, de acordo com funcionários, foi dispensado sem explicação.

Cartaz em manifestação de funcionários da Google/ Imagem: The Next Web

"A empresa alega que é devido ao acesso de informações internas - o que é algo que todos nós fazemos - , mas sabemos que é uma punição por se manifestarem por eles e pelos outros. Estamos exigindo que a Google traga esses trabalhadores de volta ao imediatamente, pois isso é uma tentativa de intimidação para silenciá-los", escreveram os funcionários da Google, em um comunicado à imprensa

Em meio às críticas internas, a gigante da tecnologia contratou um escritório de advocacia anti-sindical para aconselhar a gerência sobre como lidar com retaliações internas, de acordo com o The New York Times.

O evento de apoio a Rivers e Berland deve acontecer ainda nesta sexta-feira (22), em São Francisco.


Fonte: Canaltech

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