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Google e TikTok também sentem a crise e cortam contratações e funcionários

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Embora o mercado precise de mão-de-obra qualificada de profissionais da área de Tecnologia da Informação (TI), a absorção dos interessados nesse setor não está no ritmo que muitos projetavam para o início do segundo semestre. As muitas contratações e a demanda criada durante a pandemia criaram uma “bolha de TI”, que parece estar estourando agora, em um momento de recessão econômica mundial. E o Google e a ByteDance, dona do TikTok, são as mais recentes big techs impactadas por esse cenário.

De acordo com um relatório obtido pelo site The Information, o executivo Prabhakar Raghavan, vice-presidente sênior do Google, enviou um e-mail para toda a empresa para informar os trabalhadores sobre a decisão de congelar as contratações em um período de duas semanas, que iniciarão uma desaceleração nas admissões até o final do ano.

“Usaremos esse tempo para revisar nossas necessidades de pessoal e alinhar um novo conjunto de solicitações de pessoal priorizadas para os próximos três meses”, afirma o comunicado. As ofertas de empregos existentes continuam valendo, mas elas não serão estendidas aos novos candidatos.

A desaceleração nas contratações no Google já era algo previsto internamente, quando o próprio CEO, Sundar Pichai, destacou que a empresa adicionou 10 mil trabalhadores apenas no segundo trimestre de 2022. Entre os motivos estão a queda de investimentos em anúncios digitais, consequência da crise econômica mundial que atinge um dos braços mais rentáveis da companhia.

TikTok também sente a crise e fala em reestruturação

De acordo com informações da Wired, cinco fontes ligadas ao TikTok disseram que a empresa desligou vários funcionários, entre os quais David Ortiz, um líder de setor da companhia nos Estados Unidos que publicou no LinkedIn sua demissão como parte de “um esforço para uma reorganização muito maior”.

Não dá para saber exatamente quantos funcionários teriam sido demitidos, ou que ainda serão desligados. Contudo, as fontes disseram que seria um número inferior a 100. O TikTok por enquanto não comentou essas informações, mas a execução de um plano de reestruturação com cortes de gastos não seria uma surpresa, já que várias big techs passam por esse cenário atualmente — inclusive a própria ByteDance, gigante chinesa que controla o TikTok.

E como a rede social vinha orientando grande parte da captação de receita por meio de publicidade, dá para imaginar que uma das principais razões pelas demissões sejam a mesma que a do Google: a queda no recebimento de pagamentos oriundos de anúncios. A reestruturação no TikTok também acontece em um momento tenso para a companhia, que enfrenta novos questionamentos sobre privacidade de dados junto ao governo estadunidense.

Crise afeta todo o setor da economia

Mas o que aconteceu com toda aquela demanda e as milhares de contratações que aqueceram o mercado de TI durante a pandemia? Pois bem, a busca por mão-de-obra qualificada e de profissionais no setor continua em alta, principalmente por conta do aumento de uso de software, hardware e serviços ligados ao setor de tecnologia.

Contudo, o prolongamento da guerra entre Ucrânia e Rússia acelerou e agravou cenários de recessão que já vinham sentindo o impacto de desemprego, inflações nas alturas e aumento de taxas de juros. Coloque nesse bolo todas as dificuldades, gastos e prejuízos causados pela pandemia de covid. A combinação disso tudo, somada à instabilidade nos setores financeiros, como queda de ações e a volatilidade das criptomoedas, parecem ter “estourado a bolha de TI”.

Grandes companhias em todo o mundo vem realizando cortes ou congelando contratações, como Tesla, Uber, Netflix, Microsoft, Coinbase, Meta, Shopee; entre as nacionais dá para citar Ebanx, Facily, QuintoAndar e mais outras que se preparam para um semestre ainda de recuperação e manutenção. E, agora, o Google e o TikTok entram para essa lista.

Fonte: Canaltech

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