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Google detecta hackers planejando sabotar campanhas de Trump e Biden nos EUA

Rui Maciel

Pesquisadores de segurança do Google afirmaram na última quinta-feira (04) ter identificado ações de, pelo menos, dois hackers apoiados por China e Irã, em tentativas de sabotar as campanhas de Donald Trump e Joe Biden para as eleições presidenciais nos EUA, que ocorrem nesse ano.

A descoberta foi anunciada por Shane Huntley, diretor do Grupo de Análise de Ameaças do Google. Em um tuíte, ele afirmou que, recentemente, hackers apoiados pela China e pelo Irã usaram e-mails de com técnicas de phishing direcionadas aos envolvidos nas campanhas. No entanto, o especialista afirmou que não houve "sinais de comprometimento" e que ambas as campanhas foram alertadas para as tentativas.


O site TechCrunch entrou em conta com Huntley, que afirmou:

“Podemos confirmar que nosso Grupo de Análise de Ameaças recentemente viu tentativas de [golpes de ] phishing de um grupo chinês direcionado às contas de email pessoais da equipe da campanha de Biden. Além disso,verificamos o mesmo tipo de golpe de um grupo iraniano direcionado às contas de email pessoais da equipe da campanha de Trump. Não vimos evidências de que essas tentativas foram bem-sucedidas. Enviamos aos usuários-alvo nosso aviso padrão de ataque apoiado pelo governo e encaminhamos essas informações para a aplicação da lei federal. Incentivamos as equipes de campanha a usarem proteções extras para seus e-mails de trabalho e pessoais, além de oferecermos recursos de segurança, como nosso programa de proteção avançada e chaves de segurança gratuitas para campanhas qualificadas”.

Um porta-voz da campanha de Joe Biden também as tentativas de ataque e o alerta do Google em um comunicado ao TechCrunch:

"Estamos cientes dos relatos do Google de que um ator estrangeiro fez tentativas malsucedidas de acessar as contas pessoais de e-mail da equipe da campanha", disse um porta-voz. “Sabíamos desde o início de nossa campanha que estaríamos sujeitos a esses ataques e estamos preparados para eles. Biden for President ["Biden para presidente"] leva a cibersegurança a sério e permaneceremos vigilantes contra essas ameaças, garantindo que os ativos da campanha sejam protegidos. ”

A campanha de Trump disse que também foi informado que "atores estrangeiros tentaram, sem sucesso, violar a tecnologia de nossa equipe", mas um porta-voz se recusou a discutir as precauções que a equipe estava tomando.

Em um segundo tuíte relacionado ao assunto, Shane Huntley afirmou que os hackers foram identificados como o APT31 (da China) e o APT35 (do Irã), ambos conhecidos por mirarem seus ataques junto à autoridades do governo. De qualquer forma, esta tentativa detectada pelo Google não é a primeira que usa a campanha de Trump como alvo. Em 2019, a Microsoft culpou o grupo APT35 por algumas ofensivas contra a equipe do atual presidente norte-americano.

Donald Trump: sua campanha para reeleição está na mira de hackers de outros países

Desde a tentativa de ataques do ano passado, democratas e republicanos melhoraram sua segurança cibernética junto aos times responsáveis por suas campanhas. Recentemente, os democratas atualizaram sua lista de verificação de segurança para campanhas e publicaram recomendações para combater a desinformação; já os republicanos realizaram sessões de treinamento para educar melhor os funcionários de seu time.

Fonte: Canaltech