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Google amplia protocolos de segurança no Android para usuários com alto risco

Felipe Demartini

De olho na segurança de usuários com perfil de alto risco, principalmente em um momento no qual golpes focando iniciativas de home office e conectividade estão se proliferando, o Google anunciou dois incrementos a seu Programa de Proteção Avançada no Android. Desde a última semana, usuários registrados no sistema contam com dois novos recursos que os protegem e impedem os vetores mais comuns de ataques a quem utiliza aparelhos com o sistema operacional.

A primeira mudança, e também a mais drástica, envolve o bloqueio na instalação de aplicativos de fontes não-certificadas. Os aparelhos vinculados a contas registradas no programa não mais poderão realizar esse processo a partir de cartões de memória ou lojas de terceiros, apesar de a Google deixar claro que marketplaces de fabricantes de smartphones não entram nessa restrição e continuam a funcionar normalmente.

O mesmo, inclusive, também vale para softwares instalados em caráter de testes por meio do Android Debug Bridge, ferramenta usada por desenvolvedores e que permite depurar apps ou realizar ações avançadas no sistema operacional. Além disso, segundo a empresa, softwares baixados por fontes inseguras previamente à mudança também continuarão operando normalmente.

Em outra novidade, o sistema Google Play Protect passa a ser ativado por padrão no acesso à loja oficial do Android e não poderá ser desligado. O recurso escaneia os aplicativos presentes no marketplace em busca de updates suspeitos ou softwares que escondam malwares ou outros intuitos maliciosos e é uma das principais linhas de frente da companhia para lidar com as tentativas de fraude dentro de suas próprias plataformas.

O Programa de Proteção Avançada do Google é oferecido a usuários envolvidos em campanhas políticas, jornalistas, ativistas e líderes empresariais, que podem ser vítimas de ataques direcionados e requerem ainda mais proteção a seus perfis. Entre os recursos adicionais ofertados a eles estão o uso de uma chave de segurança física para realizar novos acessos à conta e verificações extras de identidade, além da possibilidade de limitar o acesso de serviços e apps aos dados pessoais.

Tais proteções, apesar de funcionarem também no Brasil, não podem ser ativadas por todo e qualquer usuário. As inscrições para o programa se encontram fechadas no momento em que essa reportagem é escrita, com os interessados sendo colocados em uma lista de espera.

Fonte: Canaltech

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