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Google é processado novamente pelos EUA sob acusações de monopólio publicitário

Quem acompanha os processos envolvendo big techs, sabe que tanto o Google quanto a Apple há muitos anos são acusados de monopolizar anúncios e serviços nas plataformas e dispositivos que oferecem aos consumidores. Há alguns anos, os processos e multas contra essas empresas costumavam acontecer na Europa, mas os Estados Unidos vêm apertando o cerco contra as atividades que possam caracterizar concorrência desleal.

Nesta terça-feira (25), o Departamento de Justiça e oito estados entraram com uma ação antitruste contra o Google, alegando que a empresa monopoliza ilegalmente o mercado de anúncios online. É o segundo processo que a Gigante de Mountain View recebe pelo mesmo motivo nos Estados Unidos.

A documentação de 155 páginas foi protocolada no Distrito Leste da Virgínia, onde autoridades acusam a big tech de realizar aquisições para impulsionar sua divisão de publicidade, em uma ofensiva que forçou anunciantes e editores a usar seus produtos em detrimento de companhias publicitárias concorrentes.

“Um gigante da indústria, o Google, corrompeu a concorrência legítima na indústria de tecnologia de anúncios ao se envolver em uma campanha sistemática para assumir o controle da ampla gama de ferramentas de alta tecnologia usadas por editores, anunciantes e corretores, para facilitar a publicidade digital”, diz o processo.

O processo é semelhante ao que foi movido também por várias administrações locais nos Estados Unidos em 2020 e que ainda continua em andamento.

Publicidade do Google em um negócio à parte

Processos como esse demoram a ter uma resolução, mas os promotores do caso, segundo a NPR, vêm pedindo a um juiz federal para forçar o Google a separar seus negócios de publicidade com o resto da empresa. Eles alegam que a os anúncios online favorecem a big tech "por razões que não são acidentais nem inevitáveis".

Como exemplo, eles citam quando, em 2017, o Google comprou a empresa de ferramentas publicitárias DoubleClick, em um negócio bilionário, com o objetivo de ganhar acesso direto ao inventário de editores de sites e à tecnologia de veiculação de anúncios usada por esses concorrentes.

Isso deu à companhia uma posição privilegiada nos dois lados do comércio de publicidade online: tanto na venda de anúncios para editores quanto na influência sobre as ferramentas que os concorrentes usam para exibir anúncios, sem mencionar sua plataforma de leilões on-line onde as transações ocorrem.

Segundo o processo, essa aquisição deu ao Google "o poder unilateral de implementar uma série de restrições anticompetitivas", para usar "seu domínio sobre o editor e os anunciantes do mercado para inibir a concorrência em toda a pilha de tecnologia".

Por enquanto, o Google ainda não se pronunciou sobre a respeito.

Fonte: Canaltech

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