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Google é processado nos EUA por ouvir conversas sem permissão com o Assistente

·1 minuto de leitura

Uma juíza na Califórnia aceitou na última quinta-feira (1º) a abertura de uma ação coletiva contra o Google. A empresa é acusada de espionar conversas utilizando o seu assistente de voz para exibir anúncios publicitários baseados em seus conteúdos, mesmo quando os usuários não decidiram ativá-lo.

O processo, registrado no Tribunal Distrital para o Distrito Norte da Califórnia, se baseia no acionamento acidental do software. Enquanto por padrão o Assistente é acionado ao falar frases como “ei, Google” ou “Ok, Google”, ele também pode reconhecer diferentes frases como comandos válidos e passar a escutar em busca de comandos adicionais.

As sete pessoas responsáveis pela ação coletiva afirmam que os acionamentos acidentais, na verdade, são intencionais. Segundo eles, o Google é capaz de detectar quando o Assistente foi acionado por engano e, em vez de desligá-lo, prefere deixá-lo ligado para registrar conversas e usá-las como forma de oferecer anúncios personalizados.

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“Embora a Política de Privacidade do Google divulgue que vai coletar e usar informações para publicidade direcionada, ela não informa suficientemente os usuários de que usará gravações feitas na ausência de ativação manual ou expressão de palavras-chaves”, afirmou a juíza Beth Freeman em sua negativa ao pedido da empresa para que o caso não fosse considerado.

O processo vai analisar se a companhia violou os termos de contrato com os usuários e se ela quebrou leis de privacidade federais e do estado da Califórnia. No entanto, a juíza não permitiu que fossem julgadas as reivindicações de proteção ao consumidor, mas elas poderão ser reformuladas para que passem por uma nova análise e, possivelmente, também entrar no processo.

Fonte: Canaltech

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