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Google é multado em US$ 82 mil e sofre ameaça de corte de velocidade na Rússia

·2 minuto de leitura

Em um novo capítulo do embate que a Rússia trava contra o Google, autoridades do país notificaram a empresa e ameaçam diminuir sua velocidade de operação. A companhia norte-americana foi condenada a pagar três multas diferentes de 2 milhões de rublos, cada, com um total equivalente a US$ 82 mil (cerca de R$ 435 mil na conversão direta), após o Gigante das Buscas "ter falhado em apagar conteúdos considerados ilegais", de acordo com a acusação russa.

O Roskomnadzor (Serviço Federal de Supervisão de Telecomunicações, Tecnologia da Informação e Meios de Comunicação), órgão responsável pela fiscalização de empresas de mídia que operam em território russo, afirmou que o buscador falhou em remover links para páginas com “informações proibidas”. Antes de aplicar as sanções administrativas, o órgão deu um prazo de 24 horas para que as ações necessárias fossem tomadas — o que não aconteceu.

O governo russo afirma que já enviou ao Google mais de 26 mil notificações exigindo que conteúdos específicos fossem retirados do ar. Além disso, o YouTube é acusado de ter ignorado mais de 5 mil avisos pedindo a remoção de vídeos cujo conteúdo é banido dentro do país, incluindo 3,5 mil links com chamados para a realização de ações extremistas.

Google nega acusações e processa o governo local

O Roskomnadzor também afirma que o serviço de vídeos realiza a censura de conteúdos de veículos russos como o RT e o Sputnik ao restringir o alcance de suas produções. “Essa censura da mídia russa e o suporte direcionado a atividades ilegais de protesto falam sobre a cor política das atividades do Google na Rússia”, afirmou o órgão à Reuters.

Imagem: Captura de Tela/Canaltech
Imagem: Captura de Tela/Canaltech

Em sua página de transparência, o Google informa que, entre julho e dezembro de 2020, recebeu 18,7 mil solicitações de remoção de conteúdos na Rússia. Segundo a empresa, 51% dos pedidos foram relacionados a violações de direitos autorais, enquanto 19% se relacionavam a questões de segurança nacional.

Em abril deste ano, a empresa iniciou um processo contra o Roskomnadzor em que contesta as acusações do órgão governamental — pedido que só foi aceito no dia 11 de maio. A previsão é a de que a primeira audiência do caso seja realizada no dia 14 de julho deste ano. Essa não é a primeira vez que a Rússia ameaça diminuir a velocidade de um serviço que não seguiu suas diretrizes: em abril deste ano, ela limitou a 128 Kbps as conexões com o Twitter, o que tornou o uso da rede social praticamente inviável no país.

Fonte: Canaltech

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