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Golpe reciclado ameaça usuários de morte com falsos contratos de assassinato

·3 min de leitura

Tentativas de golpes por e-mail são uma das táticas de crimes virtuais mais antigas da internet, e também uma das mais infames. É difícil encontrar uma pessoa que não esboce um sorriso quando escuta a história do príncipe nigeriano que mandou uma mensagem eletrônica para alguém de Santos, por exemplo, pedindo um empréstimo para poder assumir o trono de seu país.

Porém, mesmo a tática sendo conhecida, vez ou outra os criminosos têm lampejos de criatividade e elaboram novas mensagens e histórias, iniciando assim uma nova onda de e-mails maliciosos. A diferença é que, enquanto o príncipe nigeriano é algo do começo da internet, uma nova narrativa maliciosa, em 2021, vai parar no Twitter.

É o que Kirstin Munro, professora assistente da Universidade do Texas, fez com a mensagem da suposta assassina Khalifa Shamoon, que alegava ter sido contratada para matá-la. Porém, ao pesquisar o nome de Munro na internet, a criminosa entendeu que a educadora era uma pessoa muito boa, e queria negociar a retirada do pedido de morte.

Pouco após Munro postar a mensagem, o tweet viralizou, com centenas de pessoas comentando possíveis respostas para a suposta assassina. A própria educadora afirmou ter respondido o e-mail, mas até o fechamento desta matéria, a criminosa não havia retornado o contato.

Casos parecidos

Por mais que a tentativa de golpe sofrida por Kirstin Munro tenha viralizado na internet, ela não é a primeira a usar um suposto contrato de assassinato como parte do crime virtual.

<em>"NÃO PENSE EM AVISAR A POLÍCIA" avisa a mensagem falsa. (Imagem: Reprodução/Governo da Austrália)</em>
"NÃO PENSE EM AVISAR A POLÍCIA" avisa a mensagem falsa. (Imagem: Reprodução/Governo da Austrália)

E-mails com ameaças mais grossas estão na internet há anos, com registros de ocorrências desde 2007. Neles, o suposto assassino nem se dava o trabalho de se apresentar, alegando que seu único propósito era matar o receptor da mensagem se ele não concordasse com o pagamento de uma quantia de cerca de US$ 15 mil, normalmente.

Exemplo de mensagem que também alega que a vítima é inocente. <em>(Imagem:</em> Reprodução/Arbroath)
Exemplo de mensagem que também alega que a vítima é inocente. (Imagem: Reprodução/Arbroath)

Uma outra variante dos golpes do alvo de assassinato, mais parecida com o caso relatada pela professora da Universidade do Texas, conta com a ameaça (um pouco mais grotesca) de um assassino com sobrenome Teatime, remetendo ao criminoso da série literária Discworld. O bandido afirma que descobriu que o alvo é inocente, e que aguarda uma resposta para a mensagem, para poder cancelar o crime. Além disso, em anexo, estava o certificado de assassino do remetente.

Embora essas tentativas de golpes pareçam ridículas, é bom parar para pensar a razão delas ainda estarem acontecendo. Mesmo que a tática seja conhecida ou obviamente falsa, é possível que os criminosos ainda enxerguem um lucro suficientemente satisfatório para continuar com o envio destes e-mails.

Independente do quão conhecida ou ridícula a tentativa de um crime virtual desse tipo possa parecer, é sempre bom estar alerta e comunicar as pessoas ao redor sobre os riscos que eles apresenta. Afinal, por mais que a assassina Khalifa Shamoon tenha simpatizado com a vítima, ela pode, em mensagens futuras, mandar um anexo que sequestra virtualmente (ataque ransomware) a máquina do alvo.

Fonte: Canaltech

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