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Golpe da falsa vaga de emprego agora fala espanhol

Os golpes que prometem falsas vagas de emprego em grandes empresas seguem sendo disparados em massa pelos cibercriminosos. Agora, entretanto, eles falam espanhol e podem usar maneiras diferentes de escrever os nomes de grandes empresas, como forma de escapar da detecção por softwares anti-spam, ainda que o objetivo final seja sempre a obtenção de comissões pelo cadastro de interessados.

O Projeto Amazon volta a ser a isca para as vítimas, em uma categoria de golpe que parece se preparar para uma expansão na América Latina. Aqui, porém, ele é citado como “proyeto amaz0n”, enquanto os altos pagamentos por pouco tempo de trabalho permanecem. Na amostra vista pelo Canaltech, seriam de 1.000 a 6.380 pesos por dia trabalhado, enquanto a promessa é de pagamentos a partir de 10 a 20 minutos de dedicação usando apenas um smartphone.

<em>Usuários brasileiros podem receber golpe da vaga de emprego em espanhol e com nomes de empresas escritos incorretamente, como possível maneira de escapar de detecção por mecanismos antispam (Imagem: Captura de tela/Canaltech)</em>
Usuários brasileiros podem receber golpe da vaga de emprego em espanhol e com nomes de empresas escritos incorretamente, como possível maneira de escapar de detecção por mecanismos antispam (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

Diversos países da América Latina, como Argentina, Chile, México, Uruguai e Cuba, usam o peso como moeda, o que torna difícil saber exatamente a qual deles o golpe é direcionado. Os brasileiros, entretanto, ainda são um alvo, com um número de Angola sendo usado para o contato inicial e outro com DDI do Reino Unido respondendo de forma automatizada e em português aos contatos de interessados.

Nesta segunda etapa, os golpistas passam a falar em nome de uma empresa chamada NeweggMall, que nada tem a ver com a varejista online dos Estados Unidos. A promessa, novamente, é de altos ganhos por um trabalho de meio período, com rendimentos de R$ 800 a R$ 1.500 por dia, enquanto de R$ 20 a R$ 100 poderiam ser obtidos com apenas 10 minutos de dedicação. A explicação é vaga, enquanto perguntas por mais detalhes sempre recebem como resposta uma indicação de acesso ao site e cadastro na plataforma.

<em>Explicações vagas e promessa de altos valores são isca para levar o usuário ao cadastro, que gera comissão para os criminosos e pode levar as vítimas a caírem em novos golpes (Imagem: Captura de tela/Canaltech)</em>
Explicações vagas e promessa de altos valores são isca para levar o usuário ao cadastro, que gera comissão para os criminosos e pode levar as vítimas a caírem em novos golpes (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

A diferença no idioma acaba sendo uma das únicas diferenças desta nova variação do golpe, que vem sendo coberto pelo Canaltech desde o início do ano. Diante da crise econômica e das altas taxas de desemprego, além de uma maior quantidade de trabalhadores em regime de home office, as ofertas de trabalho em grandes varejistas servem como isca para o cadastro em sites suspeitos de e-commerce, com o responsável pelo envio dos links recebendo uma comissão.

A ideia de que o trabalhador auxiliaria sites de comércio eletrônico a vender mais também acompanha a oferta de novas comissões, com pacotes de produtos que, na verdade, escondem códigos de pagamento via Pix. A ideia, novamente, é que ao realizar o pagamento de uma taxa, o funcionário estaria apto a receber uma porcentagem dos pedidos realizados que, na realidade, não existem.

No momento em que esta reportagem é publicada, entretanto, o site fraudulento indicado na conversa do WhatsApp já saiu do ar, com o cadastro indicado não podendo mais ser realizado. Entretanto, como bem sabemos, é uma mera questão de tempo até que uma nova infraestrutura esteja no ar e as mensagens voltem a ser disseminadas em massa.

Como evitar golpes com vagas de emprego?

Ofertas de trabalho desse tipo não costumam chegar aleatoriamente por mensagem de texto. Normalmente, em processos seletivos, é o interessado na vaga que inicia o processo a partir de sites de emprego ou domínios oficiais de empresas. Desconfiar das solicitações, então, é o primeiro passo para se proteger.

Desconfie de explicações pouco claras ou que pareçam automatizadas, sem que perguntas sejam respondidas diretamente. O uso de alternativas para os nomes oficiais de empresas, como Amaz0n ou Magazine Luiza, por exemplo, também são indicativos de fraudes, assim como os ganhos considerados altos para uma curta jornada de trabalho.

O ideal é não clicar em links, preencher cadastros ou realizar o download de aplicativos a partir de links recebidos por mensagem direta. Desconfie, ainda, de ligações telefônicas, e-mails e anúncios oferecendo trabalho nestes termos, e caso desconfie que a oferta é real, busque meios oficiais para realizar o contato com empresas e se mostrar interessado em vagas de emprego.

Fonte: Canaltech

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