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Goldman Sachs vê risco limitado para as ações de crescimento

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- Muitos em Wall Street alertam sobre os perigos do aumento dos rendimentos dos títulos americanos e das ações com perspectiva de crescimento muito encarecidas. O analista do Goldman Sachs, Ben Snider, não é um deles.

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Ele tem tranquilizado os investidores que foram afetados pela recente queda das bolsas, após um avanço nas taxas do Treasuries. A partir de agora, é esperado “apenas um movimento adicional modesto nos rendimentos de longo prazo”, escreveu o estrategista em nota para os clientes. Isso significa “risco adicional limitado” para as avaliações de preço das ações de empresas com potencial de crescimento.

As ações vistas como mais caras tiveram um início de ano instável, em meio a expectativas de que o Federal Reserve aumentará as taxas de forma mais agressiva do que o previsto anteriormente. Taxas de juros mais altas significam um desconto maior para o valor presente dos lucros futuros, prejudicando as ações de empresas com potencial de crescimento com as avaliações mais elevadas, incluindo empresas de tecnologia, e impulsionando as ações mais baratas.

Os estrategistas do Goldman Sachs Group Inc. esperam que os rendimentos do Treasury de 10 anos chegue a 2% até o final do ano, de cerca de 1,75%. Embora as taxas de curto prazo possam ter perspectiva de valorização maior, elas têm “apenas um impacto menor nas avaliações das ações”, de acordo com a nota.

Os estrategistas do UBS Global Wealth Management concordam com essa visão, dizendo que também veem os rendimentos de 10 anos em “cerca de 2% nos próximos meses, à medida que os investidores digerem a postura mais dura do Fed, juntamente com leituras de inflação mais elevadas”. Ainda assim, esse aumento não vai “colocar em risco o rali das ações”, dizem os estrategistas, incluindo Mark Haefele, em nota.

Enquanto isso, uma economia em desaceleração acrescenta mais um argumento a favor das ações de crescimento, segundo a equipe do Goldman. “A probabilidade de desaceleração do crescimento econômico em 2022 é um argumento a favor das ações de crescimento”, disseram seus estrategistas, acrescentando que as comparações com a bolha tecnológica na virada do século podem não ser totalmente apropriadas. “Ajustando-se ao ambiente das taxas de juros, as avaliações das ação de crescimento parecem muito menos exigentes hoje do que em 2000.”

Nem todos são tão otimistas quanto às perspectivas para os juros dos Treasuries e para as ações de crescimento.

“Os mercados de títulos apontam para uma vantagem adicional de valor versus crescimento”, segundo os estrategistas do Morgan Stanley liderados por Ross MacDonald escreveram em uma nota aos clientes na quinta-feira. Embora uma surpresa com o crescimento seja um grande risco para ações de valor, os estrategistas “vêem poucos sinais” desse risco no momento.

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