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Goldman Sachs planeja crescer na América Latina após ano recorde

·4 min de leitura

(Bloomberg) -- O Goldman Sachs planeja continuar se expandindo na América Latina após um ano recorde na região, contratando em áreas como pesquisa, vendas, trading e derivativos de ações.

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“Estamos em passo de crescimento na região”, disse Aasem Khalil, co-chefe para a América Latina da empresa sediada em Nova York, em uma entrevista. “Queremos continuar a investir em renda variável em particular.”

A receita do Goldman na América Latina foi impulsionada por um ano recorde em gestão de recursos de terceiros, mercados globais e banco de investimento, disse Khalil. O Goldman também ganhou ao vender participações em bolsa de empresas como a Oncoclínicas. O banco começou a operar sua corretora de valores no México em junho, e contratou 40 engenheiros no Brasil para apoiar os negócios de mercados emergentes e derivativos de ações nas Américas.

Nos últimos cinco anos, a receita do Golman na região cresceu quase 60% em comparação com os cinco anos anteriores.

“Estamos construindo um centro de engenharia ainda maior no Brasil, não apenas para atender nossos clientes locais, mas também clientes de mercados globais fora da região”, disse Ricardo Mora, que co-dirige a América Latina junto com Khalil.

O Goldman liderou algumas das maiores vendas de ações recentes da América Latina nos EUA, incluindo a oferta pública inicial de US$ 2,53 bilhões da fintech Nu Holdings SA. Mas o banco não tem sido tão ativo na coordenação de transações no Brasil, onde empresas locais como Itaú e BTG Pactual têm ganhado posições em rankings. A estratégia do Goldman para ganhar mercado no país é contratar mais executivos para renda variável, disse Khalil.

“Achamos que é uma grande área de oportunidade para nós”, disse ele. “Na América Latina, temos a mesma obsessão por rankings de banco de investimento, embora nossas aspirações sejam um pouco diferentes: estamos realmente procurando ser o melhor banco internacional da região, e não tentando competir com alguns dos maiores bancos locais na região.”

As empresas latino-americanas emitiram US$ 33,5 bilhões em ações em 2021, incluindo ofertas públicas iniciais e vendas adicionais, um aumento de 2,6% em relação a 2020, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Dos 95 negócios, 84 foram de empresas brasileiras, mostram os dados. O Goldman Sachs ficou em sexto lugar, depois de ter ficado no décimo primeiro em 2020.

As comissões de bancos de investimento, ganhas com assessoria em fusões e aquisições e liderança em operações de ações e dívidas, cresceram 49%, para US$ 2,1 bilhões, de acordo com a empresa de pesquisa Dealogic, com sede em Londres.

Embora os bancos locais da América Latina tenham balanços enormes, o Goldman Sachs continuará a ser “muito estratégico ao emprestar dinheiro”, disse Khalil.

Mora disse que o banco usou sua relação com clientes globais para financiar a aquisição de ativos de commodities em toda a região com capital do Goldman Sachs, sem fornecer mais detalhes. Ele também citou o financiamento a um dos “maiores clientes globais” do banco para adquirir ações da Vale SA quando o banco de desenvolvimento brasileiro, BNDES, alienou suas participações.

O Goldman Sachs aumentou uma linha de crédito para US$ 160 milhões para a empresa mexicana de tecnologia financeira Konfio. Também emprestou R$ 400 milhões ao MercadoLibre para financiar pequenas e médias empresas no Brasil, participou de um financiamento de US$ 125 milhões para a fintech colombiana Addi. Pelo menos quatro outras empresas receberam mais de US$ 500 milhões em crédito ou negócios com a participação do Goldman, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Com 500 funcionários localizados na América Latina em São Paulo, Santiago, Lima, Buenos Aires e Cidade do México, o Goldman Sachs ficou no quinto lugar na emissão de títulos globais de emissores latino-americanos em 2021, mostram dados compilados pela Bloomberg. Mesmo sem uma presença local, o banco oferece serviços de private banking e gestão de fortunas para clientes latino-americanos do sul da Flórida e de Genebra, disse Mora.

Em meio a um impulso global para desenvolver seu negócio de transaction-banking, que inclui gestão de liquidez, contas virtuais e pagamentos para empresas, o Goldman está começando a oferecer o serviço a clientes latino-americanos. O banco também continua a se concentrar na “eletronificação da América Latina em atividades de market-making” para aumentar os serviços e reduzir os custos de transação para fundos quantitativos e investidores locais.

As perspectivas de crescimento econômico mais lento na região este ano, bem como mercados mais voláteis no Brasil devido às eleições presidenciais de outubro, não serão um obstáculo, disse Khalil.

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