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Goldman e governo do México presos em impasse de US$ 400 milhões

·4 minuto de leitura

(Bloomberg) -- É um pesadelo em Wall Street. Ganhar centenas de milhões de dólares em uma operação e simplesmente não conseguir receber.

É um problema enfrentado agora pelo Goldman Sachs em uma transação que confronta seus operadores contra a empresa de energia dominante do México, defendida pelo presidente Andrés Manuel López Obrador, segundo pessoas com conhecimento do assunto. O motivo da disputa: cerca de US$ 400 milhões que o banco de Wall Street alega que deve receber de uma negociação em gás natural que oscilou muito quando uma onda de frio atingiu o Texas em fevereiro.

Em discussões privadas com o Goldman Sachs, a estatal Comisión Federal de Electricidad culpou traders de reputação questionável, demitiu funcionários e até deu a entender que o lado que carecia de sofisticação financeira na transação era, talvez, o banco de Wall Street, disseram as pessoas.

Se o impasse continuar, o banco pode ser levado a uma batalha política.

A onda recorde de frio que atingiu a região central dos EUA provocou apagões quando o gelo se acumulou em turbinas eólicas e oleodutos, o que obrigou a paralisação de poços de petróleo e gás. Enquanto fornecedores e operadores energia tentavam encontrar combustível para cumprir as obrigações, os preços dispararam. O aumento beneficiou empresas que estavam do lado certo das negociações, mas a capacidade de cobrar depende do que acontece com os fornecedores de gás, geradores de energia e clientes de concessionárias públicas, alguns dos quais abriram processos por manipulação de preços.

O custo para pagar o Goldman Sachs poderia recair sobre famílias mexicanas, muitas das quais ficaram sem energia no inverno - não tanto por causa de problemas locais, mas porque autoridades do Texas interromperam exportações de combustíveis quando seu próprio sistema com pouca regulamentação falhou. Não surpreende, portanto, que autoridades ao sul da fronteira estejam relutantes em passar um cheque para um banco americano gigante.

No entanto, qualquer um que aceitar tal aposta corre risco de se tornar persona non grata em Wall Street, complicando seu acesso no futuro. Por outro lado, os líderes do Goldman precisam considerar o impacto no governo do México, um mercado onde o banco está se expandindo.

Os detalhes sobre a disputa e a transação subjacente entre o Goldman e uma subsidiária da CFE foram fornecidas por pessoas com conhecimento do assunto, que não quiseram ser identificadas. Representantes da CFE e Goldman Sachs não comentaram.

Aparentemente, era um contrato de gás natural de rotina. O Goldman havia firmado um acordo com a CFE International, um braço da CFE. As obrigações do banco de investimento estavam atreladas a um índice mensal de preços do gás, enquanto a unidade da CFE estaria exposta a taxas diárias em alguns centros, como o de Waha, no oeste do Texas.

O preço diário nesse centro subiu quase 100 vezes, enquanto o custo mensal permaneceu praticamente inalterado, deixando a subsidiária da CFE à mercê de uma quantia extraordinariamente alta. Mas, em vez de o contrato ser fechado em favor da empresa de Wall Street, a situação se transformou em uma amarga disputa.

A concessionária mexicana argumentou que os traders que iniciaram o acordo com sua subsidiária não estavam autorizados a fazê-lo, e alguns deles deixaram a empresa, disseram as pessoas. A CFE também argumentou que não deveria ter que cumprir o contrato devido à oscilação imprevisível e extrema dos preços. E afirmou que o Goldman não conseguiu fechar um contrato sólido porque não obteve uma aprovação explícita da controladora para garantir a negociação, minando a capacidade do banco de obter o dinheiro.

Para o Goldman, a disputa se resume a uma obrigação contratual que sua contraparte tem o dever de cumprir, mesmo que a dívida seja resultado de um desastre imprevisto. O banco também argumentou em privado que tal negociação era realizada rotineiramente entre os dois lados e que a subsidiária até mesmo representava em documentação que tinha uma garantia da controladora, disse uma pessoa próxima ao Goldman. Os registros das comunicações durante o acordo indicam que a subsidiária da CFE buscou aprovações da controladora em vários aspectos da transação, disse a pessoa.

Não está claro como e quando o Goldman será capaz de receber o dinheiro que insiste lhe é devido, especialmente porque a CFE agora é parte central da campanha do presidente mexicano para remodelar o mercado doméstico de energia.

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