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Goldman destaca ações de empresas europeias com mais mulheres

Ksenia Galouchko
·2 minutos de leitura

(Bloomberg) -- Empresas com maior presença de executivas têm historicamente recompensado seus investidores de ações com melhor desempenho, disseram estrategistas do Goldman Sachs, que divulgou uma cesta de companhias europeias que empregam um número elevado de mulheres.

“Em mais ou menos qualquer período desde a crise financeira global, ter mais mulheres em cargos seniores como gerentes ou no conselho está associado a um desempenho superior da empresa em relação ao setor”, escreveram estrategistas liderados por Sharon Bell em relatório na terça-feira. A equipe acrescentou que isso não se aplica a todos os setores, e que a pesquisa acadêmica ainda não é conclusiva sobre essa tendência.

Analistas do Goldman divulgaram uma nova cesta de empresas europeias com mais mulheres em todos os níveis, chamada Womenomics (Índice GSSTWOMN), que inclui empresas como LVMH Moet Hennessy Louis Vuitton, Swedbank, Nestlé e AstraZeneca. Empresas francesas e nórdicas dominam a lista, disseram os estrategistas, já que a França tem um sistema de cotas para mulheres em conselhos, enquanto a região nórdica tem historicamente uma maior participação feminina no mercado de trabalho.

A Europa tem superado os Estados Unidos no esforço para tornar as mulheres uma parte mais igualitária da força de trabalho e, embora a diferença salarial entre homens e mulheres continue grande na região, é menor em todos os maiores países da Europa do que nos EUA, Canadá e Japão, de acordo com o Goldman.

As taxas de participação de mulheres na força de trabalho da Europa têm aumentado, enquanto nos EUA esses indicadores estão estáveis desde o final da década de 1990, disseram os estrategistas.

A pesquisa contribui para o debate sobre a importância de investimentos com base em princípios ambientais, sociais e de governança, ou ESG na sigla em inglês. A Europa tem registrado um aumento do apetite por esse tipo de investimento neste ano, com cerca de 50% de todos os novos fundos de índice na Europa, Oriente Médio e África atrelados a ESG e com cerca de US$ 4,2 bilhões em ativos, de acordo com dados do Citigroup. O valor se compara a US$ 3,8 bilhões para novos fundos não relacionados a ESG.

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