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Goldman, Crédit Agricole mantêm aposta em moedas emergentes

Sydney Maki e Livia Yap
·3 minutos de leitura

(Bloomberg) -- A onda vendedora em moedas de mercados emergentes, que pode resultar no pior desempenho desde a sangria de março, não conseguiu abalar alguns dos maiores nomes do mercado de câmbio.

Bancos como Goldman Sachs e Crédit Agricole seguem otimistas com as taxas de câmbio de países em desenvolvimento no longo prazo, apoiados pela percepção de que oportunidades de apostas na alta surgirão quando houver menor aversão ao risco. A Aviva Investors aposta que a recente valorização do dólar é temporária e acredita em maiores retornos para o yuan da China.

Por enquanto, as dúvidas sobre mais estímulos fiscais dos Estados Unidos e comentários pessimistas de autoridades do Federal Reserve trouxeram perdas para os mercados acionários globais e impulsionaram o dólar. O índice de moedas de mercados emergentes MSCI acumula queda de 1,5% nos últimos quatro dias, enquanto um indicador de ações de emergentes perdeu mais de 4%.

“No final das contas, tanto o Fed quanto políticos dos EUA prestarão atenção aos mercados financeiros”, disse Sim Moh Siong, estrategista de câmbio do Bank of Singapore. “A probabilidade de uma nova onda vendedora pode gerar mais estímulos para acalmar os mercados”, acrescentando que o apetite por risco pode voltar e o dólar se enfraquecer novamente com novas medidas.

O alerta de autoridades do Fed sobre a necessidade de mais estímulos para apoiar a maior economia do mundo fez com que o índice de referência de moedas de mercados emergentes registrasse a maior queda em seis meses na quarta-feira. E comentários do presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, de que as taxas de juros poderiam subir antes de que a meta de inflação média de 2% seja atingida valorizaram o dólar.

Hegemonia do dólar

Alguns estrategistas permaneceram cautelosos. Kevin Lai e Eileen Lin, Daiwa Capital Markets, disseram que o dólar continuará a se recuperar até que os investidores terminem de desfazer apostas ou valuations se tornem atraentes novamente. A “hegemonia do dólar” não será desafiada no “curto ou longo prazo”, escreveram em relatório.

Para a Goldman Sachs, é um cenário diferente no último trimestre de um ano tumultuado. O banco espera encontrar valor em moedas mais arriscadas de países em desenvolvimento no quarto trimestre. O peso mexicano, o rand sul-africano e o rublo russo são as favoritas do banco por seu elevado carry trade - estratégia de emprestar a juros baixos e aplicar em países com retornos mais altos - e sensibilidade a uma potencial expansão cíclica no próximo trimestre.

O Crédit Agricole está otimista em relação às moedas emergentes na Ásia, com aposta no impacto positivo da recuperação econômica da China.

“A Ásia emergente como um todo se destaca por seus sólidos fundamentos econômicos e estreita relação econômica com a China, que realmente tem liderado o mundo na recuperação econômica”, disse Eddie Cheung, estrategista de mercados emergentes do banco em Hong Kong. “Sim, o dólar em alta levanta todos os barcos e é isso que estamos vendo no momento. Mas, a médio prazo, ainda esperamos um dólar mais baixo.”

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