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Goldman ainda prefere prata mesmo com pressões no mercado

Eddie Spence
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O rali da prata na segunda-feira nunca seria suficiente para liquidar as posições vendidas, uma vez que estas são garantidas por estoque físico, segundo o Goldman Sachs. Ainda assim, a prata continua sendo o metal precioso preferido do banco.

A prata atingiu a maior alta em oito anos impulsionada por investimentos em fundos de índice em detrimento de operadores de varejo. O metal desde então devolveu a maior parte dos ganhos à medida que investidores realizavam lucro, mas os limites das posições e a ampla oferta física significam o tipo de pressão como a que aconteceu com as ações da varejista de videogames GameStop nunca daria resultado, disseram analistas do Goldman liderados por Jeffrey Currie.

“Embora algumas posições vendidas sejam especulativas e exijam cobertura antes do vencimento, a maioria é guiada por produtores industriais que fazem hedge de seus resultados futuros”, escreveram os analistas em relatório. “Quando as posições vendidas de commodities são amplamente garantidas por estoques físicos reais, não haverá compra subsequente e nem ‘short squeeze’”, disse o banco sobre a pressão compradora para a liquidação de posições vendidas, ou que apostam na baixa.

O declínio da prata na terça-feira ecoa a queda em outras apostas populares entre usuários do Reddit, mas o Goldman mantém sua visão otimista para o metal precioso. O banco prevê que os preços subam para até US$ 33 a onça se o governo do presidente dos EUA, Joe Biden, investir pesado em energia solar.

A recuperação da prata também destaca a crescente importância do populismo nos mercados e na política, disse o Goldman. Isso deve incentivar políticas mais expansionistas à medida que os governos abordam “necessidades sociais”, uma tendência que sustenta a perspectiva otimista do banco para as commodities.

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