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Gol está bem preparada para superar a pandemia, diz presidente

Cibelle Bouças

Paulo Kakinoff citou medidas como redução de salários para funcionários e encolhimento da frota como esforços para atravessar a crise O presidente da Gol, Paulo Kakinoff, voltou a afirmar hoje que a companhia está preparada para superar os efeitos da pandemia de covid-19. O executivo participa de uma apresentação on-line para investidores da bolsa de Nova York.

Kakinoff observou que a companhia realizou várias ações nos últimos meses para reduzir despesas e poupar caixa.

Kakinoff citou um acordo fechado neste mês com sindicatos para redução de salários ou suspensão dos contratos de trabalho, com garantia de preservação do emprego por 18 meses. A companhia adotou redução de salários e jornada de trabalho em até 50% para funcionários e cortes de 60% nos salários de gerentes de nível médio e superior, executivos, vice-presidentes e presidente.

Além disso, a companhia renegociou contratos e tem flexibilidade para reduzir a sua frota em até 20% até 2022, para adequá-la à demanda por voos. Neste ano, a companhia vai reduzir a frota de 130 para 115 aviões.

Paulo Kakinoff, presidente da Gol, vê liderança em aeroportos com densidade como um diferencial para superar a crise

Claudio Belli/Valor

A Gol também renegociou contratos de leasing, adiou pagamentos de combustíveis e de taxas, obteve extensão da amortização das debêntures em março de 2020 para março de 2022. A companhia obteve mais de R$ 3 bilhões em fontes de liquidez adicionais (ativos não onerados, caixa restrito, depósitos) durante a pandemia.

“A companhia está preparada para superar a pandemia. Temos liderança em aeroportos de grande densidade, como Guarulhos, Congonhas, Galeão, Santos Dumont e Salvador. Isso nos dá uma vantagem competitiva na fase de recuperação do mercado”, afirmou Kakinoff.