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Gol e Smiles devem deliberar sobre reorganização societária

Juliano Passaro
Gol e Smiles devem deliberar sobre reorganização societária

A Gol (GOLL4) informou nesta terça-feira (4) que irá realizar uma assembleia geral, no dia 5 de março, para debater a reorganização societária relacionada a transferência de ações, que a aérea detinha da Smiles, para a Gol Linhas Aéreas (GLA), subsidiária da companhia.

De acordo com a Gol, as ações da Smiles ficarão sob o poder da GLA, com emissão aos acionistas da Smiles de ações ON e PN resgatáveis de classe B e C da GLA. Assim, o resgate de ações PN resgatáveis da GLA e da Gol será realizado, com pagamento em dinheiro relacionado ao resgate das PN resgatáveis da Gol aos acionistas da Smiles. Os sócios da Smiles terão a opção de escolher entre a troca alternativa ou a troca de base.

A reorganização societária tem como objetivo migrar a base de acionistas da Smiles para a companhia aérea brasileira.

Para cada papel ON da Smiles, o acionista irá receber uma parte de R$ 16,27, que se refere ao resgate das ações PN resgatáveis classe B da Gol. Outra parcela de R$ 24,53, referente ao resgate das ações preferenciais resgatáveis classe C da Gol, também será recebida pelo acionista.

A reorganização societária deve ficar em torno de R$ 28,7 milhões no total. Dessa forma, ficarão R$ 22,6 milhões para a Gol e para GLA, e R$ 6,1 milhões para Smiles.

A companhia aérea brasileira afirma que é preciso fazer a reorganização por conta do crescimento da concorrência no mercado de programas de fidelidade. “A existência de governança e bases de acionistas distintas se revelaram obstáculos para a capacidade do grupo de realizar os investimentos necessários e a coordenação para desenvolver oferta de produtos e serviços mais competitiva", informa a companhia.

Gol quer voltar a operar 737 MAX até abril

A Gol afirmou, há cerca de duas semanas, que espera retomar os voos com o 737 MAX da Boeing até abril, e deseja garantir um acordo de compensação dentro de alguns meses.

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De acordo com o vice-presidente financeiro da companhia aérea brasileira, Richard Lark, a compensação da empresa deve ser, em vez de dinheiro, em descontos no valor da entrada para compras futuras de aeronaves.

Apesar da Gol esperar o retorno do 737 MAX em abril, a fabricante norte-americana informou que não espera obter aprovação para o retorno dos voos antes de junho, por conta de análises de autoridades de aviação sobre o sistema de controle de voo da aeronave.