Mercado fechado
  • BOVESPA

    129.441,03
    -635,14 (-0,49%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.286,46
    +400,13 (+0,79%)
     
  • PETROLEO CRU

    70,78
    +0,49 (+0,70%)
     
  • OURO

    1.879,50
    -16,90 (-0,89%)
     
  • BTC-USD

    35.501,23
    -1.189,44 (-3,24%)
     
  • CMC Crypto 200

    924,19
    -17,62 (-1,87%)
     
  • S&P500

    4.247,44
    +8,26 (+0,19%)
     
  • DOW JONES

    34.479,60
    +13,36 (+0,04%)
     
  • FTSE

    7.134,06
    +45,88 (+0,65%)
     
  • HANG SENG

    28.842,13
    +103,25 (+0,36%)
     
  • NIKKEI

    28.948,73
    -9,83 (-0,03%)
     
  • NASDAQ

    13.992,75
    +33,00 (+0,24%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1926
    +0,0391 (+0,64%)
     

Glow Up, Damas: o premiado app conta violência doméstica e criado por brasileira

·4 minuto de leitura

Em abril deste ano, a brasileira Danielle Vantini venceu um concurso da Amazon pela criação de um aplicativo chamado Glow Up, Damas, desenvolvido com o objetivo principal de auxiliar mulheres vítimas de violência doméstica. A intenção do evento era premiar quem criasse a skill mais criativa, inovadora e importante para a Alexa, assistente pessoal da companhia — e a iniciativa da empresária comprovou ter todos esses requisitos.

Baseado em inteligência artificial, o aplicativo, que ainda é um protótipo, foi desenvolvido dentro da temática de igualdade de gênero, como explica Danielle ao Canaltech. O app poderá ser usado por mulheres que sofrem com a violência doméstica, as dando uma oportunidade de fugir do abusadores de uma forma mais segura e com acompanhamento.

Vantini diz que o Brasil é um país muito machista, apresentando dados importantes para comprovar sua visão: a cada quatro minutos, um registro de violência contra a mulher é feito pela polícia e, a cada nove minutos, uma mulher é estuprada. "A minha paixão é levar a ideia desse negócio para tornar o mundo mais igual para nós, mulheres", conta.

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.

Como funciona o Glow Up, Damas?

Danielle revelou ao Canaltech um pouco sobre como o aplicativo funciona, dizendo que mais detalhes serão divulgados assim que o lançamento acontecer. Vantini diz que o Glow Up, Damas é muito mais complexo do que somente usar o táxi autônomo para salvar mulheres dos momentos de vulnerabilidade e ameaça, pois ele também atua educando e fornecendo informações sobre tópicos relacionados à violência doméstica.

Entre os tópicos, estão quais são as decisões a serem tomadas após sair de casa, como conseguir uma ordem de restrição e como pedir ajuda para ter um emprego, por exemplo, caso ela tenha dependido financeiramente do companheiro. Ela também poderá se informar sobre como conseguir um advogado de graça ou solicitar um abrigo, conforme revela a criadora do app. Danielle também nos explicou como o aplicativo funciona na prática, dizendo que a mulher precisa apenas cadastrar um comando de voz secreto em um dispositivo com a assistente Alexa, para então usá-lo quando for o momento de escapar do agressor.

"A mulher fala uma frase, a Alexa entende que é uma emergência. Minutos depois, a Alexa fala que um carro está indo fazer delivery na casa dessa pessoa e se ela pode sair em cinco minutos para buscar. Ou ela pode falar a palavra e a Alexa pergunta que horas que ela gostaria de marcar o delivery do produto, e ela fala amanhã às 13:00, por exemplo. Então, ela tem a opção de chamar o carro em um horário que o homem não está em casa ou está ocupado, dando facilidade para ela escapar. O táxi autônomo leva ela para a polícia mais perto ou para um contato de emergência, caso ela prefira", explica.

<em>Echo Dot com Alexa (Imagem: Reprodução/Felipe Ribeiro/Canaltech)</em>
Echo Dot com Alexa (Imagem: Reprodução/Felipe Ribeiro/Canaltech)

A criadora do app diz ainda que existe outra opção em desenvolvimento que vai ajudar as mulheres a coletarem provas. "Com outra palavra secreta, a Alexa poderá coletar provas e começar a gravar o que estão falando, e enviar para o email cadastrado", explica Danielle, afirmando que a medida vai facilitar o trabalho da polícia caso ela entre com um pedido de restrição.

Comunidade global

Danielle diz ainda que a usuária poderá entrar para uma comunidade chamada PowerFuel Damas, da qual é cofundadora, que já engloba 24 países em uma comunidade disposta a causar um grande impacto social. De acordo com a empresária, mais de 11 encontros globais da PowerFuel Damas já foram feitos desde 2019, não só arrecadando dinheiro para ajudar mais mulheres com o projeto, como também conscientizando sobre instituições de caridade locais e quais são as causas que impactam mulheres do mundo inteiro.

Entre os temas debatidos estão:

  • "Agressão sexual, com a organização sem fins lucrativos Sunlight Retreats para Sobreviventes de Estupro;

  • Tráfico de crianças, com a organização sem fins lucrativos GRACE - Meninas que estão acima da exploração infantil;

  • Violência Doméstica, com a organização sem fins lucrativos

  • Quebre o Silêncio Contra as Mulheres;

  • Saúde mental, com a organização sem fins lucrativos Mental Health America, entre outros".

<em>Imagem: Reprodução/nakaridore/Freepik</em>
Imagem: Reprodução/nakaridore/Freepik

Metas para o futuro

Danielle Vantini contou ainda que o Glow Up, Damas foi projetado para apoiar um dos Objetivos Sustentáveis das Nações Unidas para 2030, no caso o objetivo número 5, que visa atingir a igualdade de gênero e empoderar garotas e mulheres. "O foco é reduzir a violência contra mulheres e meninas ao redor do mundo com a tecnologia da Alexa, e dar informações sobre recursos de fácil acesso", reforça Vantini, dizendo ainda que a intenção também é desenvolver uma ajuda entre mulheres na vida pessoal e profissional.

Vantini diz que o protótipo desenvolvido para a Alexa será lançado inicialmente em inglês nos Estados Unidos, onde mora, provavelmente no final de setembro, mas em breve também deve chegar ao Brasil com suporte ao português, apesar de ainda não haver datas definidas para isso.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: