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Glossário da varíola dos macacos | Entenda os termos relacionados à doença

Pela primeira vez, uma onda de casos da varíola dos macacos (monkeypox) atingiu inúmeros países que não eram endêmicos para a doença, especialmente na Europa, na América do Norte e na América do Sul. Os casos são marcados por erupções cutâneas que têm diferentes fases, como pápulas ou pústulas. A infecção também causa mialgia e astenia. Diante de tantos nomes diferentes, é normal se perder em alguns significados, mas isso pode atrapalhar estratégias de prevenção.

Pensando nisso, o Canaltech apresenta um glossário da varíola dos macacos, onde buscamos simplificar os principais termos e nomes envolvidos com esta doença descoberta em 1970. Para facilitar a compreensão, separamos os termos em quatro grandes grupos: termos gerais, sintomas, erupções na pele e remédios ou vacinas.

Pápulas, pústulas, mialgia e astenia são termos comuns para descrever os sintomas da varíola dos macacos (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)
Pápulas, pústulas, mialgia e astenia são termos comuns para descrever os sintomas da varíola dos macacos (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)

A seguir, confira nosso glossário e aprenda um pouco mais sobre a doença, que tem se espalhado de forma atípica desde maio deste ano:

Termos gerais sobre a varíola dos macacos

Zoonose viral

A varíola dos macacos é uma doença que, inicialmente, foi transmitida de animais silvestres para seres humanos. Até hoje, não se sabe qual foi o primeiro reservatório natural do vírus, mas se acredita que tenham sido diferentes espécies de roedores do continente africano. Por isso, recebe o nome de zoonose.

Monkeypox

Este é oficialmente o nome da doença em inglês. Em alguns casos, a expressão vírus Monkeypox (Mpxv) também pode ser usada. Em ambas as situações, a ideia é se referir a este agente infeccioso da família orthopoxvirus.

É muito provável que, no futuro, este nome seja trocado, já que os macacos não são responsáveis pela doença. Inclusive, foram registrados casos de envenenamento destes animais por causa da associação com a infecção no Brasil.

Smallpox

Diferente da monkeypox, outro vírus da família orthopoxvirus conviveu por muitos anos com a espécie humana: o smallpox. Este é responsável por causar a varíola comum, mas uma bem-sucedida campanha de imunização — em escala global — conseguiu erradicá-lo nos anos 1980. Hoje, não se fala mais de seus riscos e complicações.

A varíola dos macacos é um vírus da mesma família que a varíola comum (Imagem: CDC)
A varíola dos macacos é um vírus da mesma família que a varíola comum (Imagem: CDC)

Doença autolimitada

A Organização Mundial da Saúde (OMS) explica que a varíola dos macacos é "uma doença autolimitada com os sintomas que duram de 2 a 4 semanas". Em outras palavras, se a pessoa está em boas condições de saúde, a probabilidade de recuperação deve ser alta, já que o vírus não permanece por um período maior que este no corpo. Em outras infecções, como o HIV, a pessoa conviverá com o vírus por toda sua vida.

Surto

Ainda de acordo com a OMS, "um caso de varíola em um país não endêmico é considerado um surto". Antes de 2022, apenas países no continente africano, como a República Democrática do Congo, registravam casos significativos da doença todos os anos.

Doença endêmica

Como começamos a explicar no tópico anterior, para uma doença ser endêmica, é preciso que um número esperado de casos ocorra todos anos e, em média, num mesmo período. Tirando a questão da varíola dos macacos, um exemplo típico é a dengue, considerada endêmica no Brasil.

Em alguns países da África, a varíola dos macacos é endêmica (Imagem: PerfectWave003/Envato)
Em alguns países da África, a varíola dos macacos é endêmica (Imagem: PerfectWave003/Envato)

Transmissão comunitária

Quando não há transmissão comunitária, significa que uma doença chega a um país ou território exclusivamente por casos importados, como em pessoas que viajaram. Por falha na vigilância epidemiológica, pessoas doentes chegam e não são identificadas, espalhando um vírus por toda a comunidade. Nesse ponto, é impossível identificar a origem do agente infeccioso. Com esta onda global, diferentes países já registram a transmissão comunitária da varíola dos macacos, como o Brasil.

Sintomas da infecção pelo vírus monkeypox

Gânglios inchados ou linfadenopatia

Entre os sintomas da varíola dos macacos está a linfadenopatia. Esta é uma condição em que os nódulos linfáticos — que são parte do sistema imunológico — se incham e crescem, por causa de infecções virais ou bacterianas. É possível sentir essas alterações nas regiões do pescoço, das axilas ou da virilha.

Inclusive, segundo especialistas, o inchaço dos gânglio é um dos sintomas que distingue a varíola dos macacos da catapora, da sífilis e do sarampo.

Mialgia

Dor muscular intensa também é conhecida como mialgia e pode ser um dos sintomas da varíola dos macacos (Imagem: Icetray/Envato)
Dor muscular intensa também é conhecida como mialgia e pode ser um dos sintomas da varíola dos macacos (Imagem: Icetray/Envato)

Basicamente, mialgia é o termo usado por médicos para definir a dor muscular. Este sintoma pode acometer todos os músculos do corpo ou apenas partes específicas, dependendo da intensidade.

Astenia intensa

Astenia é também entendida como um sinônimo para fraqueza ou cansaço extremo. Pacientes que relatam este sintoma relatam fraqueza intensa e falta de energia para realizar atividades simples, como caminhar ou até mesmo levantar da cama.

Infecções secundárias

Quando um paciente já está debilitado e é contaminado por um vírus, as complicações podem ir além da doença original. "As complicações da varíola dos macacos podem incluir infecções secundárias, como broncopneumonia, sepse, encefalite e infecção da córnea com consequente perda de visão", explica a OMS.

Como identificar as erupções da doença?

Como mencionamos, um dos principais fatores de identificação da varíola dos macacos são as erupções cutâneas da doença, que podem variar numericamente de algumas para centenas. O ponto é que elas seguem um padrão — como se fosse uma escala evolutiva — até desaparecerem.

Máculas

A erupção da varíola dos macacos surge como uma mácula, ou seja, uma lesão plana e que não é palpável. É como se fosse uma mancha avermelhada na pele do paciente infectado.

Pápulas

As máculas evoluem para pápulas em caso de infecção pelo vírus monkeypox. Neste caso, as erupções se tornam mais elevadas e podem ser sentidas pelo tato. É como se a mancha se tornasse uma picada de mosquito.

Vesículas

Na terceira fase, as erupções se tornam vesículas. Isso significa que as lesões se tornam pequenas bolhas, com um líquido claro dentro.

Varíola dos macacos provoca a formação de bolhas, também chamadas de vesículas (Imagem: Dr. Noble/CDC)
Varíola dos macacos provoca a formação de bolhas, também chamadas de vesículas (Imagem: Dr. Noble/CDC)

Pústulas

Agora, as pústulas são basicamente as vesículas que contêm pus dentro. Nesse ponto, o líquido que era claro se torna amarelado ou fica mais escuro e, eventualmente, vai estourar ou vazar.

Crosta

Por fim, as lesões da varíola dos macacos secam e caem, formando as crostas. É o mesmo que ocorre quando você coça uma picada de mosquito e se forma uma "casquinha" no lugar.

Vacinas e remédios contra monkeypox

Agulha bifurcada

Agulha bifurcada ajudou a erradicar a varíola, mas não deve ser usada contra a varíola dos macacos (Imagem: James Gathany/CDC)
Agulha bifurcada ajudou a erradicar a varíola, mas não deve ser usada contra a varíola dos macacos (Imagem: James Gathany/CDC)

Apesar do nome diferente, o uso da agulha bifurcada foi considerado um dos fatores que permitiram a erradicação da varíola do globo, já que a aplicação demanda apenas uma dose, com múltiplas agulhadas.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), esta agulha recebe o nome de lanceta bifurcada, sendo composta por "uma fina haste de aço inoxidável de, aproximadamente, cinco centímetros de comprimento e com duas pontas em formato de forquilha em uma de suas extremidades". Ainda hoje é usada em alguns imunizantes.

ACAM2000

Desenvolvida pela farmacêutica francesa Sanofi, a vacina ACAM2000 pode ser considerada uma versão moderna e atualizada da fórmula que era aplicada contra a varíola comum, ainda nos anos 1970.

O imunizante é aplicado através de uma agulha bifurcada e contém em sua fórmula o vírus vaccinia. Nos Estados Unidos, o imunizante pode ser aplicado em casos emergenciais da varíola dos macacos, onde há autorização do paciente, segundo a agência Food and Drug Administration (FDA). No entanto, não é a vacina padrão contra a doença.

Jynneos

Produzida pela farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic, a vacina Jynneos também recebe o nome de Imvamune ou Imvanex. Esta fórmula contra a varíola e a varíola dos macacos é aplicada com agulha padrão — por via subcutânea.

Para controlar o atual surto, muitos países aplicam a vacina Jynneos contra o vírus monkeypox (Imagem: SteveAllenPhoto999/Envato)
Para controlar o atual surto, muitos países aplicam a vacina Jynneos contra o vírus monkeypox (Imagem: SteveAllenPhoto999/Envato)

Para a imunização completa, são necessárias duas doses e a imunidade já é considerada significativa a partir de 15 dias da segunda dose. Na sua composição, está o vírus vaccinia enfraquecido (atenuado). Este é o imunizante mais usado na atual onda da doença.

Vírus vaccinia

O vírus vaccinia (VACV) é um parente da smallpox e da monkeypox, mas é usado exclusivamente nos imunizantes contra as duas doenças. Isso porque é capaz de gerar uma resposta imune protetora nos pacientes que foram vacinados. A ACAM2000 e a Jynneos usam este agente infeccioso.

Tecovirimat (TPOXX)

É um medicamento antiviral para o tratamento da varíola e da varíola dos macacos em adultos e pacientes pediátricos com peso mínimo de 3 kg. Pode ser ingerido no formato de cápsula ou aplicado através de uma injeção intravenosa.

Fonte: Canaltech

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